O estudo Cooperativismo do Futuro, encomendado pelo Sicredi e conduzido pela consultoria Box1824, mapeou tendências entre 2023 e 2024 a partir de pesquisas internas e análises de comportamento. A pesquisa aponta o cooperativismo como uma alternativa estratégica para enfrentar desafios contemporâneos e promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável.
Essa proposta ganha ainda mais relevância diante do atual cenário de descrença da sociedade nas instituições públicas e privadas. Nesse contexto, o cooperativismo ressurge como uma resposta coletiva capaz de fortalecer vínculos sociais, impulsionar a economia local e reconstruir a confiança da população em modelos organizacionais baseados na participação e no benefício mútuo.
Cooperativismo como solução
O cooperativismo é um modelo organizacional baseado na união de pessoas com interesses comuns para realizar atividades em benefício coletivo. Reconhecendo sua relevância, a ONU declarou 2025 como o Ano Internacional do Cooperativismo. No Brasil, o movimento se divide em sete ramos, com destaque para o de crédito, que tem promovido inclusão financeira e fortalecimento comunitário.
Diante de um cenário em que mais de 70 milhões de brasileiros estão inadimplentes, esse modelo mostra-se essencial para enfrentar a vulnerabilidade econômica. Pesquisa da Fipe aponta que municípios com cooperativas de crédito registraram aumento de até 10% no PIB per capita, 15,1% nas vagas de emprego e 15,6% no número de estabelecimentos.
Eixos e situação
O estudo da Box1824 identifica quatro eixos fundamentais que devem orientar a evolução do cooperativismo nos próximos anos: economia regenerativa, neocoletivismo, cidades inteligentes e inclusão financeira. Essas frentes articulam inovação tecnológica, valorização das realidades locais e fortalecimento da participação comunitária, demonstrando a flexibilidade e atualidade do modelo cooperativo frente aos desafios do presente.
Segundo o Anuário do Cooperativismo 2024, existem atualmente 92.758 cooperativas de crédito no mundo, reunindo 403,9 milhões de associados e movimentando aproximadamente US$ 2,99 trilhões. Com 21,5% dessas instituições, o Brasil desponta como um dos principais protagonistas do setor. A nomeação de 2025 pela ONU como o Ano Internacional do Cooperativismo reforça ainda mais a relevância global desse modelo, que combina inclusão econômica, coesão social e sustentabilidade no longo prazo.





