Para muitas pessoas, a divisão de classes sociais se limita a apenas três grupos, sendo eles os mais pobres, a classe média e a elite econômica. Entretanto, de acordo com diversos especialistas, esta métrica é totalmente inexata.
Isso porque ela reforça as distorções entre as diferentes faixas de renda ao ignorar as profundas desigualdades regionais e o abismo social entre as camadas mais ricas e mais pobres.
Vale ressaltar que a definição de classe social varia conforme o critério adotado, e não há um método padronizado universalmente aceito. Contudo, diferentes abordagens podem apresentar resultados totalmente distintos.
Sendo assim, dependendo do método aplicado, quem antes se enquadrava na faixa da pobreza em uma perspectiva mais simples, pode passar a integrar classes mais altas através de análises mais aprofundadas, tais como:
Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB)
Dividindo a população em classes A, B, C, D e E, a metodologia leva em consideração não apenas a renda familiar, mas também outros outros critérios socioeconômicos, como o acesso à cultura, para definir a qual classe cada família pertence.
Desta forma, as classes A e B são consideradas as mais ricas, pois além de contarem com rendas familiares mensais que vão até ou ultrapassam os R$ 25 mil, elas conseguem acesso a bens e um capital cultural de alto nível.
Já a classe C é considerada a classe média, com renda familiar mensal entre R$ 3.500 e R$ 8.000. Por sua vez, as classes D e E têm como teto o valor de R$ 3.500, embora este raramente seja alcançado pela classe E.
Divisão em faixas de renda
De acordo com o economista Daniel Duque, da FGV Ibre, outra forma efetiva de definir as classes sociais no Brasil é dividindo a população em grupos com cerca de 70 milhões de indivíduos em três faixas de renda distintas.
Neste caso, a classe seria definida pela renda familiar total. Sendo assim, uma família cujos ganhos chegam a R$ 7.050 por mês já seria, tecnicamente, considerada parte da elite econômica do país.






