A cantora, empresária e ativista Preta Gil morreu neste domingo, 20 de julho, aos 50 anos, em decorrência de complicações associadas a um câncer colorretal. A doença foi inicialmente diagnosticada em janeiro de 2023 e, em agosto de 2024, apresentou recidiva, com metástases identificadas em quatro regiões: dois linfonodos, o peritônio e o ureter. Preta Gil deixa seu filho Francisco e a neta Sol.
Desde o início do tratamento, Preta manteve uma postura pública de coragem e sinceridade. Compartilhou com o público os desafios enfrentados durante a luta contra o câncer, sempre transmitindo mensagens de esperança, acolhimento e transparência.
Despedidas no Dia do Amigo
Sua partida ocorreu justamente no Dia do Amigo, data celebrada em 20 de julho, o que intensificou as demonstrações de carinho e saudade nas redes sociais. A repercussão foi imediata entre amigos próximos, admiradores e colegas de profissão, que expressaram profunda tristeza.
Antes de saber do falecimento, a atriz Carolina Dieckmann, em uma publicação emocionada, descreveu a amiga como um “colo” e um lar, reforçando os laços profundos de amizade que as uniam. Já o apresentador Gominho se referiu a Preta como uma figura materna, irmã, inspiração e símbolo de força, exaltando o impacto dela em sua vida pessoal e no mundo ao redor.
Carreira de Preta Gil
Preta Gil nasceu em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro. Filha do cantor e ex-ministro Gilberto Gil, cresceu em um ambiente fortemente ligado às artes. Iniciou a carreira musical em 2003 com o álbum Prêt-à-Porter, seguido por outros cinco discos: Preta (2005), Noite Preta ao Vivo (2010), Sou como Sou (2012), Bloco da Preta (2014) e Todas as Cores (2017).
Um dos principais marcos de sua trajetória foi o Bloco da Preta, criado em 2010, que se tornou um dos maiores blocos de Carnaval de rua do Rio de Janeiro. Além da música, Preta se destacou como empresária e comunicadora. Em 2017, tornou-se sócia da Mynd, agência especializada em marketing de influência e publicidade.
Sua atuação ultrapassou o campo artístico. Feminista declarada, Preta foi uma voz atuante em causas sociais, combatendo o racismo, a gordofobia e defendendo os direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Com carisma e autenticidade, consolidou-se como uma figura relevante e representativa da cultura brasileira.






