Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que produtos brasileiros serão submetidos a uma taxa adicional de 50% a partir de 1º de agosto, a resposta de um tradicional ponto turístico do Rio de Janeiro chamou a atenção.
O Posto 6, conhecido quiosque à beira-mar em Copacabana, decidiu aplicar uma cobrança semelhante aos visitantes norte-americanos que consumirem no local.
Taxa de 50% será cobrada em posto de Copacabana para americanos
A medida foi divulgada nas redes sociais do estabelecimento, que justificou a decisão como um ato simbólico de reciprocidade.
O quiosque informou que todos os cidadãos dos EUA pagarão uma taxa de 50% a mais em produtos e serviços oferecidos no espaço, incluindo bebidas, petiscos e aluguel de equipamentos.
A repercussão foi imediata: a postagem recebeu milhares de curtidas e comentários, dividindo opiniões entre apoio e críticas.
Localizado no final da famosa praia de Copacabana, o Posto 6 é frequentado por um público diverso, entre cariocas, turistas e esportistas. É também ponto de venda de peixes frescos, devido à presença de uma colônia de pescadores.
Decisão do quiosque vem após taxa de 50% de Donald Trump
A decisão do quiosque se insere no contexto de um impasse diplomático e comercial. Donald Trump, presidente dos EUA, informou por carta ao governo brasileiro que a nova taxa será uma resposta a supostos ataques à liberdade de expressão e ao processo eleitoral brasileiro.
Ele citou diretamente a investigação em curso contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sugerindo que os procedimentos judiciais representam um risco à democracia.
Trump também alegou que os Estados Unidos têm sido prejudicados no comércio bilateral com o Brasil, embora não tenha apresentado dados que sustentem essa afirmação.
O Palácio do Planalto reagiu de forma oficial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como infundadas as alegações de Trump e afirmou que qualquer ação contra o Brasil será tratada com base na Lei de Reciprocidade Econômica.
O governo brasileiro destacou que, segundo dados do próprio Departamento de Comércio dos EUA, os norte-americanos acumularam superávit de cerca de 410 bilhões de dólares no comércio com o Brasil nos últimos 15 anos.
A lei mencionada por Lula já foi regulamentada por decreto presidencial e prevê medidas equivalentes contra países que imponham barreiras aos produtos brasileiros.
As negociações continuam, mas até o momento, tanto a taxa norte-americana quanto a resposta do quiosque carioca seguem de pé.






