Por se tratar de um hábito comum da rotina doméstica, muitas pessoas costumam guardar carnes na geladeira sem se preocupar com prazos, acreditando que apenas manter os alimento resfriados é suficiente para preservá-lo por um longo tempo.
No entanto, não se atentar aos prazos corretos de armazenamento pode acarretar em grandes riscos à saúde, pois além do comprometimento da qualidade nutricional das carnes, a prática ainda pode contribuir para a proliferação de bactérias e microrganismos que podem causar deterioração e doenças.
Em entrevista ao portal Metrópoles, a nutricionista Kassia Lima Almeida, que é especialista em segurança de alimentos, esclareceu que carnes bovinas, suínas e aves cruas podem durar até 3 dias na geladeira, desde que sejam resfriadas a uma temperatura de até 4 °C.
Já os pescados crus podem permanecer por no máximo 2 dias nas mesmas condições de refrigeração. Além disso, Kassia também ressaltou a importância de separar as carnes cruas e cozidas na hora de armazená-las. “As carnes já cozidas devem ficar na prateleira superior e as cruas na parte inferior, sempre separadas entre si”, disse a nutricionista.
Como armazenar carnes por mais tempo?
Caso não seja possível consumir as carnes dentro dos prazos citados anteriormente, a recomendação da nutricionista é o congelamento, que pode estender ainda mais a duração das peças. “O ideal é congelar. Ao congelar, aumentamos a vida útil do produto, que pode durar até 30 dias no congelador”, disse ela.
Mas vale lembrar que, na hora de consumir, é essencial evitar o descongelamento em temperatura ambiente, pois isso também favorece o crescimento rápido de microrganismos, especialmente nas partes externas da carne, aumentando o perigo de contaminação. Para executar o processo de forma segura, recomenda-se deixar o alimento na geladeira, em um recipiente para conter os líquidos que escorrem, no micro-ondas ou utilizando água fria.
Além disso, também é importante evitar a recongelagem, pois além de causar perdas nutricionais e prejudicar características como cor, textura e sabor da carne, esta atitude também pode aumentar o risco de contaminação.






