Em 2024, uma pesquisa nacional conduzida pela Brain Inteligência Estratégica confirmou que o sonho da casa própria permanece forte entre os brasileiros. Segundo o levantamento, 74% dos entrevistados preferem morar em casas, sendo que 49% optam por residências em ruas abertas e 25% escolhem residências em condomínios fechados.
Os apartamentos aparecem como a segunda preferência, escolhidos por 38% dos participantes. Embora terrenos em loteamentos abertos ou condomínios fechados tenham menor popularidade, ainda são considerados por uma parcela da população.
Preferência dos brasileiros por casas
A preferência por casas traduz o desejo por mais espaço, privacidade e conforto, necessidades que se intensificaram após a pandemia da COVID-19, período em que os lares passaram a funcionar também como ambientes de trabalho, estudo e lazer. A valorização de áreas externas, como quintais e jardins, contribuiu para essa inclinação pelas moradias unifamiliares.
No mercado imobiliário privado, construtoras e incorporadoras têm focado seus lançamentos na construção de residências em condomínios fechados, que oferecem segurança, infraestrutura e espaços coletivos destinados a promover a qualidade de vida dos residentes.
Paralelamente, o processo de urbanização e a expansão das cidades moldam o cenário habitacional, equilibrando o crescimento vertical representado pelos apartamentos com a preservação de bairros horizontais, que permanecem atraentes para uma parcela significativa da população.
Mercado nacional
Em 2024, o mercado imobiliário brasileiro registrou um crescimento expressivo nas vendas, especialmente no segmento de casas. Conforme dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), houve um aumento de 20,9% nas negociações em relação ao ano anterior, com um total de 400.547 imóveis comercializados.
Apesar da crescente verticalização e da concentração populacional em áreas urbanas, a aquisição da casa própria continua sendo uma prioridade para grande parte da população brasileira, influenciando tanto as dinâmicas do mercado quanto as políticas públicas de habitação no país.






