Por conta da detecção tardia e, muitas vezes, a falta de acesso a tratamento adequado, o câncer de mama se tornou uma das principais causas de morte por câncer em mulheres no Brasil, vitimando quase 20 mil pessoas anualmente.
Contudo, nesta quarta-feira (9), a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal aprovou dois projetos que podem ser essenciais para reverter este quadro, possibilitando que a doença seja detectada precocemente.
Atualmente, o exame de mamografia é realizado no SUS em pacientes com 50 e 69 anos. Contudo, o PL 499/2025 reduziu para 40 anos o início do exame anual de rastreamento, conforme é defendido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Já o PL 3021/2024 antecipa a mamografia para 30 anos no caso de mulheres com histórico familiar de cânceres de mama, colo de útero e colorretal. Desta forma, será possível não só combater a doença de forma precoce, também reduzir sua incidência entre mulheres mais jovens.
De acordo com o Senado, os projetos foram aprovados em decisão terminativa e agora seguem para a Câmara dos Deputados, onde serão analisados pelos parlamentares.
Serviço privado também permite a realização antecipada da mamografia
A decisão de antecipar a mamografia não ficou restrita apenas à saúde pública. Afinal, vale lembrar que desde março deste ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar decidiu que planos de saúde devem liberar o rastreamento de câncer de mama em pacientes a partir dos 40 anos.
Além disso, pacientes com histórico familiar da doença também podem iniciar os exames mais cedo, a partir dos 35 anos, ou conforme a idade em que o parente mais jovem foi diagnosticado. No entanto, ainda não se sabe se o PL 3021 reduzirá a idade mínima para 30 anos.
De acordo com especialistas, o rastreamento precoce pode reduzir em até 30% a mortalidade por câncer de mama. Por isso, a antecipação da faixa etária para realização do exame representa um marco significativo para a saúde.





