Desde a última segunda-feira, 7 de julho, a Universidade de São Paulo (USP) deu início à retirada do trecho remanescente do muro de alvenaria que separa a Cidade Universitária da Marginal Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.
A demolição, que está sendo realizada exclusivamente durante a madrugada — entre 23h e 4h — para evitar impactos no trânsito da via, tem previsão de conclusão até o próximo domingo, 13 de julho.
A iniciativa busca dar fim a um impasse antigo envolvendo questões ambientais, visuais e urbanísticas que envolvem a área da Raia Olímpica.
Muro que separa a USP da Marginal Pinheiro será demolido
A intervenção da USP abrange uma extensão de 990 metros e representa o encerramento de uma fase do projeto que começou em 2018, quando o antigo muro começou a ser substituído por painéis de vidro, na tentativa de integrar visualmente o campus com a cidade.
A ideia inicial, na época, era aproximar a universidade da população, tornando-a mais acessível e visível.
No entanto, o novo material apresentou falhas com o passar do tempo: diversas placas de vidro quebraram devido à trepidação constante da Marginal e ao impacto de aves, levando à necessidade de uma nova abordagem.
O plano atual prevê a substituição definitiva do muro por um corredor verde multifuncional, uma faixa de vegetação composta por espécies nativas da Mata Atlântica e do Cerrado.
Esse espaço vai ocupar tanto o lado interno quanto o externo da Raia Olímpica e visa promover benefícios ecológicos como a retenção de carbono, além de funcionar como passagem segura para a fauna local, em especial aves.
O projeto ainda aposta na recuperação do ambiente original da várzea do rio Pinheiros, resgatando parte da vegetação que um dia existiu na região.
USP fez acordo com Ministério Público para viabilizar obra
A demolição só foi autorizada após um acordo entre a USP e o Ministério Público, que resultou na suspensão de uma liminar que impedia intervenções na área.
Como parte do compromisso ambiental, foram instaladas tramas de bambu e plantadas trepadeiras nas áreas onde o vidro foi mantido, medidas que ajudam a evitar novos choques de aves.
Além da função ambiental, o corredor verde também trará um impacto visual positivo para quem passa diariamente por uma das vias mais movimentadas da capital, criando um contraste natural com o cenário urbano da Marginal Pinheiros.






