Trabalhadores que foram demitidos entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2025, ficaram com saldo retido na conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas aderiram à modalidade saque-aniversário, foram beneficiados por uma medida provisória que os permitiu finalmente sacar o valor.
De acordo com um balanço da Caixa Econômica Federal, a estimativa anterior à decisão do governo era alcançar 12,6 milhões de trabalhadores e liberar cerca de R$ 12,4 bilhões em recursos.
Apesar disso, os dados finais indicaram que aproximadamente R$ 11,3 bilhões foram de fato retirados por 10,8 milhões de trabalhadores, o que, apesar da diferença em relação à expectativa inicial, ainda configura um desempenho robusto.
Deste total, estima-se que ao menos 86% tenham recebido os recursos automaticamente na conta bancária previamente cadastrada pelo aplicativo FGTS, enquanto o restante optou por outros meios de saque.
Medida provisória de saque do FGTS chegou ao fim neste mês
No começo do ano, foi publicada a MP 1.290, que ofereceu aos trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do FGTS, mas foram demitidos no período citado anteriormente, tivessem acesso a uma liberação temporária dos valores bloqueados.
Afinal, cotistas que aderem a essa modalidade têm o saldo retido por dois anos em caso de demissão, com o objetivo de evitar que a retirada de recursos excessivos comprometa o equilíbrio financeiro do FGTS.
O cronograma de pagamento teve início em março e chegou ao fim nos últimos dias de junho, dando três meses para que os trabalhadores tivessem acesso aos valores retidos. Já nesta última terça-feira (9), a validade da medida chegou ao fim.
No intuito de preservar a sustentabilidade das contas do Fundo, o governo, em conjunto com o setor da construção, decidiu deixar a MP perder a validade, evitando a ampliação das modalidades de saque, e até o momento, não foram apresentados planos de renovação da proposta.






