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Empresas temem mais os hackers do que qualquer outro problema

Por Leticia Florenço
13/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Hacker - Reprodução/Unsplash

Hacker - Reprodução/Unsplash

Nos últimos anos, a preocupação com ataques cibernéticos passou a dominar a lista de riscos enfrentados pelas empresas no mundo todo. Segundo uma pesquisa global realizada pela Allianz Commercial, 38% dos executivos apontam o risco cibernético como a maior ameaça para 2025, índice que sobe para 41% no Brasil.

Um exemplo recente e emblemático foi o ataque à C&M Software, que conecta bancos ao sistema de pagamentos do Banco Central. Este incidente, um dos maiores já registrados no país, resultou em perdas superiores a R$ 541 milhões e envolveu pelo menos cinco outras instituições financeiras afetadas.

Casos como este expõem a fragilidade dos sistemas mesmo em setores altamente regulados e mostram o potencial devastador das invasões digitais.

Riscos que vão além da simples invasão

Os ataques cibernéticos englobam diversas formas de ameaças, como malware, ransomware, interrupção de serviços de TI, violação de dados e multas regulatórias. O seguro contra riscos cibernéticos, portanto, não serve apenas para indenizar financeiramente as perdas.

Ele também auxilia as empresas na notificação dos afetados, no suporte jurídico para lidar com órgãos reguladores e no gerenciamento da continuidade dos negócios diante das crises digitais.

Apesar dos impactos crescentes das mudanças climáticas, como tempestades e inundações, o risco climático ficou em terceiro lugar na lista global, com 29% das menções, atrás da interrupção dos negócios (31%).

Isso indica que, mesmo em um contexto de eventos climáticos extremos, a ameaça digital tem prioridade máxima no radar corporativo, dada a rapidez e o alcance das consequências dos ataques.

Setores mais vulneráveis aos ataques cibernéticos

Embora a ciberameaça atinja diversos segmentos, setores como telecomunicações (76%), tecnologia (55%), serviços financeiros (48%) e jurídico (42%) lideram a lista dos mais expostos.

Essa abrangência demonstra que a vulnerabilidade digital não é exclusiva de um nicho, mas um desafio transversal, afetando empresas desde gigantes da tecnologia até setores tradicionais da economia.

Realidade latino-americana

Na América Latina, países como Argentina, Brasil e Colômbia também apresentam alta preocupação com hackers, refletindo a tendência global. Entretanto, no México, a prioridade ainda recai sobre interrupções de negócios e catástrofes naturais.

Diante desse cenário, a Allianz tem investido na integração de suas operações na região e na criação de hubs estratégicos, como o escritório em Miami, para ampliar a oferta de seguros cibernéticos e serviços especializados.

Embora a cibersegurança tenha ganhado protagonismo, os riscos climáticos continuam sendo uma ameaça importante, especialmente para economias vulneráveis. Em 2024, perdas globais com desastres naturais relacionados ao clima chegaram a US$ 327 bilhões.

Para ajudar as empresas a lidar com esse desafio, a Allianz lançou a plataforma CAReS, que auxilia na identificação e mitigação de riscos climáticos nos ativos corporativos.

O futuro do seguro corporativo e a resposta às novas ameaças

A demanda por seguros contra riscos cibernéticos deve crescer expressivamente nos próximos anos, especialmente no Brasil, onde a expectativa é de aumento entre 30% e 40%.

Essa expansão acompanha a transformação digital das empresas e a necessidade de proteção diante de um ambiente cada vez mais ameaçado por crimes digitais sofisticados.

A integração e expansão das operações da Allianz na América Latina refletem essa movimentação, focada na inovação, regionalização e rapidez na resposta a novos riscos.

Diante dessa realidade, o investimento em cibersegurança, seguros especializados e suporte operacional torna-se essencial para garantir a continuidade e a confiança nas operações corporativas.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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