O Banco Central está facilitando o resgate de valores esquecidos por cidadãos brasileiros em contas bancárias antigas, consórcios encerrados e outras instituições financeiras.
O programa, que visa devolver recursos que permaneceram parados por anos, registrou em maio o saque de mais de R$ 315 milhões, segundo dados divulgados nesta semana.
A plataforma para consulta e solicitação segue disponível e gratuita, permitindo que milhões de brasileiros ainda possam recuperar o que é seu por direito.
R$ 315 milhões foram sacados por brasileiros
O Sistema de Valores a Receber (SVR), criado pelo Banco Central, tem como objetivo reunir e disponibilizar para saque quantias esquecidas por brasileiros pessoas físicas e jurídicas.
Esses valores podem ter origem em diversas fontes: contas encerradas com saldo residual, tarifas indevidamente cobradas, sobras de consórcios ou até participações em cooperativas de crédito.
Mesmo pessoas falecidas ou empresas extintas podem ter dinheiro disponível, bastando que o herdeiro ou representante legal realize a solicitação de forma adequada.
De acordo com o relatório mais recente do BC, mais de R$ 10,7 bilhões já foram devolvidos aos correntistas desde o início da operação do sistema.
Apesar desse montante significativo, ainda há cerca de R$ 10,1 bilhões à espera de serem sacados. Ao todo, mais de 48 milhões de pessoas e empresas têm direito a esses recursos, sendo a grande maioria com valores inferiores a R$ 100.
SVR pode ser usado por qualquer brasileiro
O processo para descobrir se há algum valor a receber é simples. A consulta inicial é feita diretamente no site oficial do Sistema de Valores a Receber, onde basta informar o CPF e a data de nascimento, ou, no caso de empresas, o CNPJ e a data de abertura.
Para o resgate dos valores, o cidadão brasileiro precisa acessar o sistema com uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, com autenticação em duas etapas ativada.
Neste mês, o Banco Central também lançou uma novidade: a solicitação automática. Com essa função, quem tem chave Pix vinculada ao CPF pode autorizar o sistema a transferir diretamente os valores para sua conta bancária, sempre que forem identificados recursos disponíveis.
Essa opção, no entanto, está disponível apenas para pessoas físicas e depende de adesão voluntária.
O Banco Central reforça que não cobra nenhum valor pelo serviço e alerta para golpes. Nenhum agente autorizado faz contato direto com os beneficiários. A recomendação é que os usuários façam tudo pelo site oficial e nunca compartilhem senhas ou dados pessoais.





