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Asteroide avaliado em R$ 55 quintilhões impacta economia global

Por João Carlos Gomes
13/07/2025
Em Ciência
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Foto: Beng-Art/Pixabay

Foto: Beng-Art/Pixabay

Por conta de sua alta concentração de metais valiosos como ouro, platina e cobalto, o asteroide 16 Psyche, situado no cinturão entre Marte e Júpiter, foi avaliado em impressionantes US$ 10 quintilhões (ou aproximadamente R$ 55 quintilhões).

E em outubro de 2023, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) deu início a uma ambiciosa missão para estudar o corpo celeste, enviando uma sonda que está programada para chegar ao destino no verão de 2029, caso tudo corra como planejado.

Batizada de Psyche, a sonda deve orbitar o asteroide homônimo ao longo de 26 meses, chegando bem próximo à superfície para analisá-lo. Com isso, cientistas esperam conseguir mapear a composição da superfície, analisar a gravidade e investigar o campo magnético.

Mas além do interesse científico, a composição do corpo celeste ainda alimenta especulações sobre seu potencial de transformar a economia global, controlando mercados e eliminando a escassez de metais. Afinal, caso sua mineração e transporte fossem viáveis, o valor de seus recursos superaria em cem mil vezes o PIB mundial, estimado em US$ 100 trilhões (aproximadamente R$ 550 trilhões).

Contudo, os especialistas envolvidos na missão deixaram claro que, com a tecnologia atual, ainda não há meios de capturar ou minerar o objeto. Além disso, a grande quantidade de material que o 16 Psyche pode fornecer faria os preços dos metais despencarem drasticamente, reduzindo assim o valor da descoberta.

Asteroide pode revelar como planetas se formaram

Outro aspecto valioso a respeito do 16 Psyche envolve os segredos que ele pode revelar a respeito da formação de planetas. Isso porque os cientistas acreditam que o asteroide pode ser o núcleo metálico exposto de um planeta primitivo que não chegou a se formar.

Desta forma, é possível que novas pistas sobre o processo de formação dos planetas sejam reveladas, ampliando ainda mais o conhecimento sobre a origem e a evolução do Sistema Solar.

“Será a primeira vez que enviaremos uma missão a um corpo que não é composto principalmente de rocha ou gelo, mas de metal. Asteroides são blocos de construção planetária, e Psyche pode nos contar como planetas se formaram”, disse Benjamin Weiss, professor do MIT (via R7).

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João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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