A Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (COI) emitiu um alerta contundente: há 100% de probabilidade de um tsunami atingir a região do Mediterrâneo nas próximas décadas.
Segundo os especialistas, esse fenômeno, com ondas que podem ultrapassar um metro de altura, pode atingir a costa da Espanha em até 21 minutos após um terremoto submarino.
Especialistas preveem tsunami com 100% de probabilidade
O relatório da COI aponta a falha geológica de Averróis, localizada sob o Mar de Alborão — entre o sul da Espanha e o norte da África — como o epicentro mais provável para a origem do tsunami.
Um tremor sísmico nessa área teria potencial para gerar ondas de até seis metros, avançando rapidamente em direção à costa. Em cenários mais graves, os moradores de cidades litorâneas próximas teriam, no máximo, 35 minutos para evacuar.
A ameaça, embora conhecida há décadas, ganhou novo peso com os estudos recentes, que analisaram padrões geológicos e a frequência histórica de tsunamis na região.
Desde o ano 365 d.C., apenas sete eventos foram registrados na Espanha, mas os especialistas alertam que a tranquilidade é enganosa.
O Mediterrâneo, por sua configuração fechada e profundidade moderada, pode amplificar os efeitos das ondas, tornando mesmo tsunamis menores extremamente destrutivos.
As áreas mais vulneráveis incluem as costas de Málaga, Cádiz e outras cidades litorâneas do sul da Espanha, além de partes da costa do Marrocos. Portos, praias e bairros próximos ao mar estão entre os pontos mais suscetíveis a inundações repentinas.
O risco não está apenas na altura das ondas, mas na força das correntes e no volume de água deslocado em pouco tempo.
Governos da Europa se preparam para tsunami
Diante dessa ameaça iminente, governos e agências de proteção civil vêm intensificando seus planos de resposta. A França, por exemplo, conta com um sistema de alerta em funcionamento desde 2012, coordenado pelo CENALT.
A Espanha implementou um plano nacional de proteção civil específico para tsunamis, com protocolos de evacuação e detecção sísmica em tempo real. Municípios como Chipiona, em Cádiz, já iniciaram treinamentos com a população e exercícios simulados de retirada.
A COI também coordena ações em países vizinhos e promove campanhas de conscientização para reduzir os impactos quando — e não se — o evento ocorrer. A mensagem é clara: o tsunami virá. A questão agora é quão preparados estaremos para enfrentá-lo.






