A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que as denúncias de assédio sexual contra o ator e ex-diretor de humor da TV Globo, Marcius Melhem, terão continuidade.
A juíza responsável pelo caso rejeitou o pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público do Estado, que havia solicitado o encerramento da ação por considerar não haver elementos suficientes para prosseguir.
Com a negativa da Justiça, novas audiências já têm data marcada: ocorrerão na primeira semana de agosto.
Denúncias de assédio contra Marcius Melhem não serão arquivadas
Marcius Melhem enfrenta acusações de assédio sexual envolvendo ex-colegas de trabalho, incluindo atrizes conhecidas do público e outras profissionais da área de produção. Os episódios relatados teriam ocorrido durante o período em que ele exercia cargo de chefia na emissora.
Segundo o inquérito, as denúncias aceitas pelo Ministério Público referem-se a três vítimas, entre elas as atrizes Georgiana Góes e Carol Portes, além de uma jornalista que preferiu não ter seu nome divulgado.
Outras oito denúncias foram arquivadas por prescrição, uma vez que os supostos atos teriam ocorrido antes de agosto de 2019, ultrapassando o prazo legal de quatro anos para esse tipo de crime.
O processo se arrasta desde 2023, quando foi apresentada a denúncia formal pelo Ministério Público.
Apesar de inicialmente ter solicitado o arquivamento da ação sob alegação de ausência de justa causa, o pedido foi reavaliado pela Justiça, que entendeu haver indícios suficientes para a continuidade do processo.
Na decisão, a magistrada Juliana Benevides de Barros Araújo argumentou que, diante dos elementos reunidos até agora, há justificativa legal para seguir com o julgamento.
Marcius Melhem comentou a decisão da justiça
Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Marcius Melhem comentou a nova etapa do processo. Sem entrar em detalhes, afirmou considerar a decisão um sinal positivo para que tudo seja devidamente esclarecido.
Ele reiterou que nenhuma das delegadas que investigaram o caso recomendou seu indiciamento e lembrou que o próprio promotor responsável pediu sua absolvição.
Ainda assim, reconheceu a gravidade da situação e declarou que está pronto para enfrentar o que chamou de “um processo doloroso, mas necessário”.
Melhem também criticou a forma como o caso tem sido tratado pela imprensa, classificando a cobertura como “irresponsável” e “tendenciosa”.
Agora, o foco se volta para as audiências marcadas, que darão continuidade ao julgamento de um dos casos mais debatidos dos últimos anos no meio artístico brasileiro.






