Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Alimento muito consumido na praia pode levar à morte

Por Leticia Florenço
09/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
0
Mariscos - Reprodução/iStock

Mariscos - Reprodução/iStock

A alimentação é um dos maiores prazeres da vida, mas também pode esconder perigos silenciosos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 600 milhões de pessoas adoecem anualmente devido ao consumo de alimentos contaminados, resultando em aproximadamente 420 mil mortes por ano.

Embora muitos pensem que o risco está apenas em alimentos industrializados ou vencidos, alguns dos maiores perigos podem estar em pratos típicos, naturais e até fresquinhos da praia.

Ostras

As ostras são um verdadeiro símbolo da culinária praiana, consumidas natural com limão, pimenta e até acompanhadas por uma cerveja gelada. No entanto, comer ostras cruas pode ser extremamente arriscado.

Elas podem carregar bactérias como a Vibrio vulnificus, que causa infecções graves e rapidamente letais em pessoas com imunidade baixa. Além disso, algumas ostras acumulam toxinas marinhas que resistem ao calor e não são eliminadas nem com cozimento leve.

Por isso, o ideal é comprar apenas de fornecedores confiáveis, com garantia de origem e inspeção sanitária.

Baiacu

O baiacu, também conhecido como fugu no Japão, é um peixe que exige preparo altamente especializado, pois contém uma neurotoxina chamada tetrodotoxina, cerca de 1.200 vezes mais letal que o cianeto.

Apenas pequenas porções mal limpas podem causar paralisia muscular, parada respiratória e morte em poucas horas. É por isso que, em países como o Japão, somente chefs licenciados podem preparar essa iguaria, e seu consumo é rigidamente regulamentado.

No Brasil, o risco é ainda maior, pois o peixe pode ser vendido sem qualquer controle, especialmente em áreas de pesca artesanal.

Mandioca-brava

Popular na culinária brasileira, especialmente em regiões do Norte e Nordeste, a mandioca é versátil e saborosa. Porém, existe a mandioca-brava, que contém cianeto natural.

Se não for corretamente processada, pode liberar a toxina e causar intoxicação grave, convulsões, problemas neurológicos e até a morte. O preparo seguro envolve lavagem intensa, secagem, fermentação ou cocção prolongada, muitas vezes em ambiente industrial.

Nunca deve ser consumida crua ou sem identificação clara da variedade.

Ruibarbo

Embora pouco comum no Brasil, o ruibarbo é usado em doces e compotas em várias partes do mundo. Seus talos são nutritivos e ricos em antioxidantes, mas as folhas contêm ácido oxálico e antraquinonas, substâncias altamente tóxicas para os rins.

A ingestão de folhas de ruibarbo pode levar a insuficiência renal aguda e até ao óbito. O problema se agrava porque muitas pessoas não sabem dessa diferença e utilizam a planta inteira em receitas caseiras.

Sannakji

Na Coreia do Sul, o sannakji é um prato exótico e tradicional: um polvo cru recém-cortado, ainda se movendo no prato. As ventosas continuam ativas mesmo após a morte do animal, o que cria um risco específico e impressionante: as ventosas podem se prender na garganta e causar asfixia.

Casos fatais já foram relatados, principalmente entre turistas que não conhecem o risco. Comer esse prato requer mastigação cuidadosa e muita experiência.

Alimentos naturais também exigem cuidado

A ideia de que “alimentos naturais são sempre mais seguros” é equivocada. Muitos vegetais, frutos-do-mar ou carnes exóticas têm substâncias tóxicas naturais que servem como defesa contra predadores, mas que também podem afetar gravemente os humanos.

Além disso, a manipulação inadequada, a conservação errada ou a origem duvidosa aumentam os riscos de contaminação por vírus, bactérias e parasitas.

Evite riscos desnecessários

Ao experimentar novos sabores, especialmente durante viagens ou passeios à praia, é importante:

  • Preferir locais de confiança, com boas práticas sanitárias.
  • Evitar o consumo de frutos-do-mar crus em barracas improvisadas.
  • Pesquisar sobre pratos exóticos antes de prová-los.
  • Nunca consumir alimentos sem identificação, especialmente raízes ou folhas pouco conhecidas.
  • Cozinhar bem carnes, peixes e vegetais potencialmente tóxicos.

Saber o que está no prato é uma forma de cuidar da saúde, evitar intoxicações graves e garantir que a refeição seja apenas deliciosa, e não um caminho direto para o hospital.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Qual o feriado que tem hoje (9)? Veja datas de folga do trabalho - Imagem: Pixabay

Qual o feriado que tem hoje (9)? Veja datas de folga do trabalho

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas