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Aviões e helicóptero são interceptados após invadirem espaço aéreo no BRICS

Por Leticia Florenço
07/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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A realização da Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro, entre os dias 6 e 7 de julho de 2025, mobilizou uma complexa estrutura de segurança, com destaque para o controle do espaço aéreo brasileiro.

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou dois aviões e um helicóptero que invadiram áreas restritas nos céus da capital fluminense, um movimento estratégico para proteger os chefes de Estado presentes e garantir a soberania nacional.

Interceptações

Segundo a FAB, as aeronaves foram classificadas como tráfego irregular e sobrevoavam as chamadas “áreas de exclusão”, estabelecidas por decreto federal. A resposta rápida envolveu caças A-29 Super Tucano, que redirecionaram os voos após identificação e acompanhamento.

Em um dos casos, o piloto de um helicóptero, ao perceber a aproximação dos caças, retirou-se imediatamente da zona proibida e pousou em uma área isolada, sendo posteriormente reportado às autoridades de segurança.

Além dos caças, uma aeronave E-99 permaneceu em operação contínua durante o evento, garantindo vigilância eletrônica e controle total do espaço aéreo. O avião radar é peça fundamental na detecção e rastreamento de alvos aéreos em tempo real, colaborando diretamente com o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA) para prevenção de qualquer ameaça.

Decreto presidencial e áreas de exclusão

A atuação das Forças Armadas foi respaldada pelo Decreto nº 12.542, assinado em 1º de julho, que definiu normas de segurança de voo em áreas específicas durante a Cúpula do BRICS.

As zonas de exclusão aérea, classificadas por cores (branca, amarela e vermelha), exigem rigor absoluto: apenas aeronaves com Plano de Voo Completo (PVC), transponder ativado e comunicação ativa com o controle de tráfego aéreo têm autorização para operar nesses espaços.

O descumprimento pode levar à reclassificação da aeronave como suspeita ou hostil, com consequências diretas.

Estrutura de defesa aérea montada

Para esta operação, a FAB mobilizou um amplo aparato militar, incluindo:

  • Caças F-5M e A-29 Super Tucano, para interceptação;
  • KC-390 Millennium, para reabastecimento em voo;
  • E-99, para vigilância eletrônica;
  • Helicópteros H-60L Black Hawk, para resgate e apoio tático.

Além disso, foi ativada a Sala Master de Comando e Controle, no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), no Rio de Janeiro, que centraliza as decisões em tempo real, em coordenação com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Segurança aérea

O incidente deixa clara a importância da segurança aérea em eventos multilaterais de grande porte. Qualquer falha no controle do espaço aéreo pode representar risco não apenas às autoridades internacionais presentes, mas também à imagem do país como anfitrião.

A rápida resposta da FAB demonstra preparo, rigor técnico e atenção às normas internacionais de defesa.

BRICS e o cenário geopolítico

Com a presença de líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a cúpula no Museu de Arte Moderna do Rio se tornou um dos maiores eventos diplomáticos de 2025.

Em meio a negociações políticas, econômicas e estratégicas entre os países-membros, a segurança se mostra como eixo invisível, mas essencial. A integridade territorial, inclusive no céu, é uma exigência diplomática que não admite improvisos.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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