Segundo levantamento do Instituto Pet Brasil, cães, gatos e outros animais de estimação estão presentes na rotina de mais de 70% das famílias brasileiras. Além do afeto e da companhia que oferecem, esses pets têm sido cada vez mais reconhecidos por sua atuação como suporte emocional, uma prática em expansão no país, embora ainda sem regulamentação oficial.
A crescente adesão a essa forma de convivência evidencia os benefícios proporcionados pelos animais no enfrentamento de transtornos como depressão e ansiedade. Ao contrário dos animais de serviço, como os cães-guias treinados para auxiliar pessoas com deficiência, os de suporte emocional não recebem preparo técnico para desempenhar funções específicas.
Seu papel está centrado no apoio emocional aos tutores, oferecendo conforto durante momentos de instabilidade e auxiliando na liberação de substâncias como dopamina, serotonina e ocitocina — hormônios associados à sensação de bem-estar. A presença desses animais tem mostrado impactos positivos em espaços diversos, como escolas, hospitais e ambientes de trabalho, promovendo acolhimento e alívio emocional.
Responsabilidade pelos animais
Embora tragam benefícios à saúde mental, os animais de suporte emocional também têm necessidades que não podem ser ignoradas. Especialistas alertam para cuidados essenciais:
- Evitar sobrecarga emocional: ambientes estressantes ou exigência constante podem afetar o comportamento do pet.
- Acompanhamento veterinário: consultas regulares garantem saúde e prevenção de doenças.
- Alimentação adequada: dieta balanceada é fundamental para o bem-estar físico e emocional.
- Espaço apropriado: é necessário oferecer um ambiente seguro, limpo e confortável.
- Atenção a sinais de alerta: agressividade, apatia, isolamento e falta de apetite indicam possíveis desequilíbrios.
Para circular em locais públicos ou de uso coletivo, também é preciso seguir exigências:
- Laudo profissional: documento emitido por psicólogo ou psiquiatra que justifique a necessidade do animal.
- Identificação: o pet deve estar devidamente identificado.
- Vacinação em dia: a carteira de vacinação precisa estar atualizada.
- Higiene adequada: tutores devem portar itens como tapetes higiênicos e manter a limpeza.
A responsabilidade do tutor é essencial. Manter o animal saudável e bem cuidado assegura que ele possa, de fato, contribuir com o bem-estar emocional de quem o adota. Quando conduzido com equilíbrio e respeito, o vínculo entre humanos e animais se torna uma valiosa ferramenta terapêutica.





