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Suplemento e canela em pó são retirados do mercado pela Anvisa

Por Leticia Florenço
01/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Anvisa

Anvisa - Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata e o recolhimento de dois produtos amplamente comercializados e consumidos: o suplemento proteico 100% Full Whey, da marca Fullife Nutrition, e a canela-da-china em pó, da marca Kinino.

A decisão foi tomada com base em análises laboratoriais que apontaram graves desvios de qualidade e irregularidades que violam as normas sanitárias brasileiras.

Suplemento 100% Full Whey contém glúten não declarado

O suplemento proteico, direcionado a atletas e pessoas que buscam melhorar o desempenho físico, apresentou uma falha grave: a presença de glúten em sua composição.

O lote 2408J5, fabricado pela empresa SFS Alimentos Ltda., foi submetido a análise pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Minas Gerais. Os testes identificaram a presença de trigo, centeio e cevada no produto, ingredientes que naturalmente contêm glúten, contrariando o que estava declarado no rótulo.

O produto era vendido como isento de glúten, informação que é crucial para indivíduos com doença celíaca ou intolerância alimentar.

Informações enganosas e rotulagem irregular

Além da presença indevida de glúten, a Anvisa constatou que o rótulo do 100% Full Whey continha alegações não autorizadas, violando as normas vigentes sobre rotulagem de suplementos alimentares.

As informações fornecidas ao consumidor podem ter induzido escolhas baseadas em promessas enganosas, comprometendo a transparência que deve existir na relação entre marca e público. Isso torna a infração ainda mais grave, pois afeta diretamente a confiança do consumidor.

Canela em pó é alvo de recolhimento por adulteração

O segundo produto afetado foi o lote 371LAG2419 da canela-da-china em pó, da marca Kinino. Produzido pela empresa H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., o lote foi analisado pela mesma instituição e apresentou sérias inconformidades.

A análise detectou a presença de amido, substância que não compõe a estrutura típica da canela verdadeira. Isso levanta suspeitas de adulteração, que fere diretamente a qualidade do produto comercializado.

Presença de materiais estranhos compromete segurança do produto

A investigação do lote de canela também apontou resultados insatisfatórios em testes histológicos e na pesquisa de materiais estranhos, tanto a olho nu quanto em exames microscópicos.

Essas evidências confirmam que o lote não atende aos critérios estabelecidos pela legislação sanitária. Isso representa um risco à saúde dos consumidores, além de expor falhas sérias nos processos de controle de qualidade da empresa.

Medidas visam proteger o consumidor e garantir segurança alimentar

As decisões da Anvisa reforçam o compromisso com a saúde pública e a necessidade de que os produtos alimentícios e suplementos comercializados no Brasil estejam em conformidade com os padrões sanitários estabelecidos.

Recolhimentos como esses servem como alerta para a indústria e mostram que falhas na rotulagem ou adulterações não passarão despercebidas pelos órgãos fiscalizadores. A população, por sua vez, deve estar atenta aos comunicados oficiais e tomar precauções ao consumir qualquer produto.

A responsabilidade por produtos seguros e bem rotulados é compartilhada entre governo, indústria e o próprio consumidor, que deve seguir atento às atualizações e comunicados sobre a qualidade dos produtos que consome.

Casos como esses mancham a reputação de marcas e reforçam a necessidade de fiscalização constante e rigorosa.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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