Com o avanço rápido da inteligência artificial, as empresas passam por uma transformação profunda. Ferramentas baseadas em IA estão sendo integradas a rotinas produtivas em ritmo acelerado, reduzindo a necessidade de mão de obra humana para diversas funções.
Esse movimento, que combina automação e corte de custos, já começa a mudar a estrutura interna de grandes empresas e do mercado corporativo no geral.
Um caso recente chama a atenção: o CEO de uma gigante da tecnologia revelou que a IA já executa metade do trabalho que antes era feito por pessoas.
Empresa tem demissão em massa e 50% do trabalho é feito por IA
A declaração veio de Marc Benioff, CEO da Salesforce, empresa conhecida por suas soluções em nuvem para gestão empresarial. Durante uma entrevista à Bloomberg, Benioff afirmou que entre 30% e 50% das tarefas dentro da companhia já são realizadas por sistemas de inteligência artificial.
Segundo ele, a tecnologia tem sido aplicada com eficácia na automação de processos internos e no suporte a operações críticas, atingindo uma taxa de precisão de 93%.
Benioff classificou essa transformação como uma “revolução digital do trabalho” e destacou que os profissionais precisam se adaptar à nova realidade, buscando ocupar funções de maior valor estratégico.
Ao mesmo tempo em que investe pesadamente na modernização digital, a Salesforce passou por cortes expressivos em seu quadro de funcionários. Somente em fevereiro, mais de mil colaboradores foram desligados.
A empresa também desembolsou US$ 8 bilhões na aquisição da Informatica, especializada em gerenciamento de dados em nuvem, o que reforça ainda mais seu compromisso com a inteligência artificial como motor de crescimento e eficiência.
Amazon é outra grande empresa adotando IA
Esse reposicionamento empresarial não é isolado. A Amazon, outra gigante do setor, também confirmou que a IA está influenciando decisões sobre sua força de trabalho.
Em um comunicado interno, o CEO Andy Jassy afirmou que a adoção de ferramentas de IA generativa vai automatizar diversas funções nos próximos anos.
Ele incentivou os funcionários a se capacitarem no uso da tecnologia, sinalizando que as equipes deverão operar com menos pessoas. Desde 2022, a empresa já demitiu mais de 27 mil profissionais.
Esses exemplos mostram que a presença da inteligência artificial nos bastidores das grandes corporações não é mais promessa de futuro, mas realidade concreta.
A busca por produtividade e redução de custos está acelerando uma mudança estrutural que deve atingir outros setores da economia muito em breve.






