A Colgate-Palmolive anunciou nesta quinta-feira (26) que decidiu descontinuar a produção do creme dental Clean Mint, após uma série de relatos de reações alérgicas associados ao uso do produto.
A medida ocorre após interdição preventiva da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em vigor desde abril.
A proibição da venda, inicialmente válida até o final de julho, foi motivada pela presença do fluoreto de estanho, um aromatizante que substituiu o fluoreto de sódio na fórmula do produto. O componente passou a ser considerado um dos principais suspeitos pelas reações adversas.
Reações alérgicas levaram à retirada do produto do mercado

A Anvisa tomou a decisão após avaliação de risco baseada em um número expressivo de queixas de consumidores. Entre os sintomas relatados estão ardência na boca, aftas, inchaço nos lábios, dificuldade para falar e engolir — indicativos de um possível quadro alérgico.
De acordo com dados divulgados, mais de 1.200 notificações formais foram registradas diretamente junto à Anvisa, e outras 4.200 reclamações foram feitas no site Reclame Aqui nos últimos seis meses.
Colgate nega falhas de qualidade, mas encerra produção por precaução
Apesar da repercussão negativa, a Colgate afirmou, por meio de nota publicada em seu site oficial, que o produto não apresenta falhas de qualidade.
A empresa ressaltou que a decisão de interromper a fabricação do Colgate Total Prevenção Ativa Clean Mint foi motivada por preocupação com a saúde dos consumidores e respeito ao processo de investigação regulatória conduzido pelas autoridades sanitárias brasileiras.
A principal mudança na fórmula ocorreu em 2024, quando a Colgate alterou a composição, substituindo o fluoreto de sódio pelo fluoreto de estanho, além de incorporar novos aromatizantes.
Impacto para consumidores e próxima etapa da regulação
Com a saída do produto do mercado, consumidores afetados devem procurar orientação médica caso apresentem sintomas, e podem ainda registrar suas queixas junto à Anvisa ou em canais de defesa do consumidor.
A Anvisa seguirá monitorando outros produtos com composição similar, enquanto mantém a interdição preventiva como forma de proteção à saúde pública.
A decisão da Colgate reforça a importância do monitoramento pós-mercado de cosméticos e produtos de higiene, especialmente quando há alterações em sua formulação.






