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Doritos e M&Ms podem ter rótulo de “não recomendado para consumo humano”

Por Raianne Romão
27/06/2025
Em Mais Tendências
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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Uma nova lei aprovada no estado do Texas promete mudar significativamente os rótulos dos alimentos industrializados vendidos nos Estados Unidos, afetando alimentos como doritos e M&Ms.

A partir de 2027, fabricantes serão obrigados a informar com clareza se o produto contém aditivos químicos que já foram banidos ou restritos em países como Austrália, Canadá, Reino Unido e membros da União Europeia.

A proposta mira ingredientes comumente encontrados em snacks, refrigerantes e alimentos processados, muitos deles consumidos diariamente por milhões de americanos.

Aditivos em destaque: o que estará nos novos rótulos?

Entre os compostos que deverão ser destacados nos rótulos estão:

  • Corantes artificiais, como o Red 40 (amplamente usado em balas e cereais);
  • Dióxido de titânio, utilizado como agente clareador em doces e confeitos;
  • Conservantes como BHT e BHA, associados a potenciais efeitos adversos à saúde;
  • Emulsificantes sintéticos, usados para melhorar a textura de pães, molhos e produtos ultraprocessados.

Esses ingredientes estão presentes em marcas amplamente conhecidas, como Skittles, M&Ms, Doritos, Froot Loops, Mountain Dew e até mesmo em pães industrializados.

Novo alerta nos rótulos pode impactar escolhas do consumidor

A frase proposta pela nova legislação é direta e poderá causar impacto na decisão de compra: “Este produto contém ingredientes não recomendados para consumo humano em diversos países“.

Segundo especialistas, a presença desse tipo de advertência nos rótulos poderá pressionar a indústria alimentícia a reformular suas receitas, uma vez que muitos consumidores tendem a evitar produtos com alertas explícitos sobre riscos potenciais à saúde.

O que dizem os nutricionistas sobre a nova medida?

Para a nutricionista Mirella Monteiro, a lei representa um avanço na transparência alimentar:

“Muitas pessoas não leem os ingredientes dos produtos que consomem diariamente. Esse tipo de aviso direto pode ser o primeiro passo para conscientizar a população sobre o que está colocando no prato.”

Ela destaca ainda que o uso contínuo de aditivos não reconhecidos como seguros por diversos países pode estar relacionado ao aumento de doenças metabólicas, alergias alimentares e problemas gastrointestinais.

Pressão sobre a indústria: transparência ou reformulação?

Com a entrada em vigor prevista para 2027, fabricantes terão dois caminhos: manter os ingredientes e incluir a advertência ou alterar suas fórmulas para se adequarem às expectativas de um público cada vez mais atento e exigente.

Especialistas em segurança alimentar apontam que a mudança poderá criar um efeito cascata em outros estados, forçando uma revisão nacional nos padrões de rotulagem e composição dos alimentos processados.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: aditivos alimentaresalimentos ultraprocessadoslei do Texasrotulagem de alimentossaúde pública
Raianne Romão

Raianne Romão

Raianne Romão é comunicóloga com habilitação em Jornalismo e graduanda de Letras/Inglês. Atualmente é redatora no Tribuna de Minas. Já atuou como redatora nos segmentos de coluna social, entretenimento e benefícios socias. Já atuou também nas áreas de Marketing Digital e Assessoria de Imprensa. Além disso, atuou como produtora de conteúdo audiovisual, redatora e social media no Jornal do Commercio.

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