A indústria brasileira de alimentos continua firme e forte como líder do setor industrial nacional, atingindo um faturamento recorde de R$ 1,16 trilhão em 2023.
Conforme os dados divulgados pelo IBGE, a fabricação de produtos alimentícios representa a maior fatia da receita líquida de vendas (RLV) da indústria brasileira há mais de 15 anos.
Liderança histórica
Desde 2007, quando foi implementada a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0), o setor alimentício domina o ranking de receitas da indústria nacional.
Em 2023, ele respondeu por 18,6% do total da receita líquida da indústria, um percentual que reflete não apenas a força do setor, mas sua capacidade de adaptação e crescimento constante, mesmo em cenários econômicos desafiadores.
Destaques e tendências na indústria de alimentos
- Diversificação de produtos: Além dos tradicionais, crescem segmentos inovadores como alimentos à base de plantas e produtos orgânicos.
- Indústria do leite de aveia: Em evidência, mas enfrentando desafios políticos, como o atrito com o governo estadual após o fim de benefícios fiscais.
- Inovação e exportação: Produtos brasileiros conquistam mercados internacionais, refletindo a qualidade e competitividade da indústria.
Ranking dos produtos com maior receita líquida
| # | Descrição da Atividade Industrial | Participação na RLV em 2023 |
| 1 | Fabricação de produtos alimentícios | 18,60% |
| 2 | Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis | 10,40% |
| 3 | Fabricação de produtos químicos | 9,90% |
| 4 | Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias | 8,70% |
| 5 | Metalurgia | 6,90% |
| 6 | Extração de petróleo e gás natural | 5,90% |
| 7 | Fabricação de máquinas e equipamentos | 4,90% |
| 8 | Extração de minerais metálicos | 4,30% |
| 9 | Fabricação de produtos de borracha e de material plástico | 3,40% |
| 10 | Fabricação de celulose, papel e produtos de papel | 3,20% |
Embora o setor alimentício lidere a receita industrial como um todo, em termos de produtos específicos, os óleos brutos de petróleo ocupam o topo do ranking pelo segundo ano consecutivo, representando 5,3% da receita líquida total da indústria. Em seguida, destacam-se minérios de ferro, óleo diesel e carnes bovinas frescas.
Veja o ranking:
| # | Descrição da Atividade Industrial | Participação na RLV em 2023 |
| 1 | Óleos brutos de petróleo | 5,30% |
| 2 | Minérios de ferro e seus concentrados, em bruto ou beneficiados (classificados, concentrados, triturados, etc.), exceto pelotizados ou sinterizados | 3,30% |
| 3 | Óleo diesel (Gasóleo) | 3,20% |
| 4 | Carnes de bovinos frescas ou refrigeradas | 2,30% |
| 5 | Gasolina automotiva ou para outros usos, exceto para aviação | 1,80% |
| 6 | Adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) | 1,60% |
| 7 | Tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja, inclusive cascas, palhas e outros resíduos dessa extração | 1,40% |
| 8 | Automóveis de passageiros e outros veículos automóveis para transporte de pessoas, incluindo os veículos de uso misto (Station Wagons), com motor a gasolina, álcool ou bicombustível, de cilindrada maior que 1.500 cm³ e menor ou igual a 3.000 cm³, inclusive CKD (completely knocked down) | 1,10% |
| 9 | Álcool etílico (etanol) não desnaturado, com teor alcoólico em volume maior ou igual a 80%, para fins carburantes; destinado para ser adicionado à gasolina | 1,10% |
| 10 | Açúcar VHP (very high polarization) em bruto | 1,00% |
Olhando para o futuro, o setor alimentício tem diante de si uma jornada de transformação, guiada por tecnologia, sustentabilidade e novos hábitos de consumo.






