Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Quanto tempo o corpo aguenta sem comida e sem água?

Por Raianne Romão
26/06/2025
Em Mais Tendências
0
água

Foto: Pixabay

Juliana Marins, jovem brasileira de 26 anos, foi encontrada morta na última terça-feira (24) após cair em uma encosta do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia. O caso comoveu o país e despertou reflexões sobre os limites do corpo humano em situações extremas.

A turista permaneceu quatro dias sem água, sem comida e exposta ao clima hostil da região, enquanto aguardava resgate.

Até o momento, a causa da morte não foi oficialmente divulgada, mas o contexto indica uma combinação de privação física severa, condições climáticas adversas e possível trauma físico decorrente da queda.

Quanto tempo o corpo humano sobrevive sem água e alimento?

Juliana Martins
Até o momento, a causa da morte de Juliana não foi oficialmente divulgada, mas o contexto indica uma combinação de privação física severa, condições climáticas adversas e possível trauma físico decorrente da queda. Foto: Reprodução/Mídias Sociais

Especialistas explicam que, embora o ser humano possa sobreviver por semanas sem comida, a ausência de água é muito mais crítica.

A sobrevivência sem hidratação gira em torno de 2 a 4 dias, dependendo de fatores como temperatura, atividade física e condição de saúde da pessoa.

Por questões éticas, não há estudos científicos com privação induzida. Os dados vêm de relatos de sobreviventes e pesquisas observacionais.

Casos documentados de greves de fome relatam sobrevivência entre 28 a 38 dias sem alimentação, mas com ingestão de líquidos. Acima de 45 dias, o risco de morte se torna extremamente elevado.

A água, por sua vez, é insubstituível. Um estudo realizado em 1994 mostrou que a privação total de líquidos, mesmo com ingestão de alimentos secos, não ultrapassa quatro dias.

A desidratação provoca sede intensa, tontura, pele seca, confusão mental e pode levar à falência de órgãos vitais, como o fígado.

Como o corpo tenta sobreviver?

Em situações de escassez alimentar, o organismo entra em um estado chamado cetose, no qual começa a quebrar gordura para produzir energia. Porém, não há processo equivalente que compense a falta de água — o que torna a hidratação um fator decisivo para a sobrevivência em qualquer ambiente hostil.

Outros riscos: hipotermia e altitude

A região do Monte Rinjani é de alta altitude, o que significa temperaturas mais baixas e baixo índice de oxigênio. Juliana ficou exposta ao frio, sem abrigo, e com movimentação reduzida — condições que favorecem o quadro de hipotermia.

A hipotermia ocorre quando o corpo perde mais calor do que consegue produzir, especialmente quando a pessoa está imóvel em ambiente frio, como indicam dados do Manual MSD. Além disso, a chamada doença da altitude pode ter agravado o estado clínico da jovem, causando fadiga intensa, náuseas e tontura persistente.

Impacto e comoção internacional

Juliana foi vista pela última vez no sábado (21), por volta das 17h30min (horário local). Após dias de buscas, seu corpo foi localizado por drones, próximo à trilha da cratera vulcânica.

O caso gerou forte repercussão nas redes sociais, especialmente após manifestações de equipes de resgate da Indonésia, que pediram que o público não culpasse os socorristas, reforçando os desafios do resgate em áreas montanhosas.

A tragédia levanta importantes questões sobre segurança em trilhas, planejamento de viagens solo e a necessidade de informar familiares e autoridades locais antes de empreender atividades em ambientes de risco.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Tags: hipotermia em altitudeJuliana Marinsmorte em trilharesgate no Monte Rinjanisobrevivência sem água
Raianne Romão

Raianne Romão

Raianne Romão é comunicóloga com habilitação em Jornalismo e graduanda de Letras/Inglês. Atualmente é redatora no Tribuna de Minas. Já atuou como redatora nos segmentos de coluna social, entretenimento e benefícios socias. Já atuou também nas áreas de Marketing Digital e Assessoria de Imprensa. Além disso, atuou como produtora de conteúdo audiovisual, redatora e social media no Jornal do Commercio.

Próximo post
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Nascidos em maio e junho podem ter R$ 200 surpresa na Caixa

Confira!

Aposentadoria - Foto: (Imagem/Reprodução)

O primeiro passo que muitos ignoram na hora de pedir a aposentadoria por idade

30/05/2026
MEI - Foto: (Imagem/Reprodução)

Governo quer diminuir o teto do MEI para evitar rombo de R$ 50 bilhões nas contas públicas

30/05/2026
Cabelo Branco - Reprodução/iStock

A cor de cabelo que some com os fios brancos sem precisar retocar toda semana

30/05/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas