A rotação da Terra é monitorada com atenção por cientistas ao redor do mundo. A precisão desse movimento tem impacto direto em áreas cruciais como navegação por satélite, telecomunicações, bolsas de valores e, principalmente, na forma como medimos o tempo.
Isso porque a contagem dos segundos que regulam o funcionamento de relógios atômicos depende da duração exata de um dia terrestre.
Agora, em 2025, especialistas indicam que a Terra pode atingir uma velocidade inédita de rotação, o que resultaria no dia mais curto já registrado. A possibilidade levanta questões sobre as causas dessa aceleração e os efeitos que ela pode ter.
O dia mais curto da história pode acontecer este ano após Terra acelerar
De acordo com dados de instituições como o Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS) e o Observatório Naval dos Estados Unidos, projeções apontam que o fenômeno pode ocorrer entre os dias 9 e 22 de julho, ou ainda no dia 5 de agosto.
Essas datas são apontadas como as mais prováveis para o novo recorde. Caso a previsão se confirme, a duração de um dia poderá ser encurtada em até alguns milissegundos em relação aos tradicionais 86.400 segundos.
A ciência ainda tenta entender por que a Terra está girando mais rápido. Durante décadas, o movimento rotacional do planeta vinha desacelerando de forma gradual, influenciado, entre outros fatores, pela atração gravitacional da Lua sobre os oceanos.
No entanto, desde 2020, os pesquisadores têm observado um comportamento contrário: uma aceleração sutil, mas constante.
Diversas hipóteses estão sendo consideradas, incluindo mudanças nos ventos de grande altitude, derretimento de geleiras que altera a distribuição de massa no planeta, e até oscilações naturais no eixo da Terra, como o chamado “Chandler wobble”.
Dia mais curto na Terra pode afetar diversas áreas
Essa mudança pode parecer insignificante para o cotidiano, mas representa um desafio técnico de grandes proporções. Sistemas que dependem de extrema precisão no tempo podem ser afetados, especialmente se houver a necessidade de ajustar o Tempo Universal Coordenado (UTC).
Antes, era comum adicionar um segundo a mais — o chamado “segundo bissexto” — para compensar a rotação mais lenta. Agora, discute-se a possibilidade de um ajuste inverso: remover um segundo para manter os relógios alinhados.
Embora o IERS tenha declarado que não realizará alterações em 2025, o simples fato de essa possibilidade estar em pauta já revela como até mesmo frações de segundo podem afetar profundamente o funcionamento do mundo moderno.





