Os carros elétricos estão conquistando espaço em diversos mercados ao redor do mundo. Países como Noruega, Alemanha e China já veem esse tipo de veículo dominar as ruas, impulsionado por uma combinação de avanços tecnológicos, redução de custos operacionais e preocupação crescente com o meio ambiente.
Com menos emissão de poluentes e economia significativa no abastecimento e na manutenção, os elétricos vêm se consolidando como uma alternativa sustentável e econômica. Apesar desse movimento global, o cenário brasileiro ainda é dominado pelos veículos movidos a combustíveis fósseis.
Chefe da BYD no Brasil diz motivo de brasileiros não comprarem carro elétrico
Para Alexandre Baldy, Vice-Presidente Sênior da BYD no Brasil, o principal obstáculo que impede o avanço dos carros elétricos no país está na falta de políticas públicas efetivas. A declaração foi dada em entrevista ao IstoÉ Dinheiro.
Segundo o executivo, a ausência de incentivos governamentais — tanto em nível municipal quanto estadual e federal — tem travado o crescimento desse mercado no Brasil.
Na visão dele, embora o consumidor brasileiro reconheça os benefícios a longo prazo, ainda falta um estímulo mais concreto que torne os elétricos mais acessíveis e atraentes no curto prazo.
Baldy avalia que, se houvesse uma política mais robusta de isenção fiscal e redução de encargos, como ocorre em países onde os carros elétricos já são maioria, a adesão no Brasil seria significativamente maior.
Ele cita como exemplo positivo o Distrito Federal, que oferece isenção de IPVA para veículos elétricos e híbridos, o que já vem impactando o mercado local de forma perceptível.
Contudo, casos como esse são exceções no território nacional, onde a maioria dos estados e municípios ainda não implementou medidas semelhantes.
Chef da BYD acredita que consumidor só escolherá carros elétricos quando entender os benefícios
Além dos incentivos tributários, o executivo também defende que seria fundamental o governo promover ações voltadas à renovação da frota, estimulando a substituição de veículos antigos, altamente poluentes, por modelos elétricos.
Baldy acredita que, à medida que o consumidor passa a compreender melhor os benefícios econômicos dos carros elétricos — como uma redução de até cinco vezes no custo com combustível e até 90% de economia em manutenção —, a demanda tende a crescer.
Entretanto, sem apoio governamental estruturado, essa transição será muito mais lenta do que poderia ser.
Na avaliação da BYD, enquanto faltarem políticas públicas que favoreçam a mobilidade sustentável, o mercado brasileiro continuará sendo dominado pelos modelos a combustão, contrariando uma tendência que já se mostra irreversível no restante do mundo.






