A formalização no mercado de trabalho representa não apenas uma garantia de estabilidade e proteção social, mas também um fator decisivo para a elevação da renda. Trabalhadores com carteira assinada têm acesso a uma série de direitos, como 13º salário, férias remuneradas, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e cobertura da Previdência Social — benefícios que contribuem diretamente para a segurança financeira no curto e no longo prazo.
Um levantamento realizado em 2024 pelo Sebrae evidencia esse impacto: enquanto trabalhadores formais recebem, em média, R$ 6.117 por mês, os informais ganham cerca de R$ 2.115. A diferença de 65,4% mostra que a formalização pode quase triplicar a remuneração mensal, evidenciando as vantagens econômicas de atuar com vínculo empregatício regular.
Formalização
O impacto da formalização vai além do âmbito individual, refletindo-se também na economia do país. Dados do Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicam que a regularização de empresas pode gerar um efeito econômico que varia entre R$ 19,8 bilhões e R$ 69 bilhões.
Isso acontece porque as micro e pequenas empresas correspondem a 95% do total de empreendimentos no Brasil, desempenhando papel fundamental na composição do Produto Interno Bruto (PIB) e no funcionamento de cadeias produtivas essenciais para a economia nacional.
Carteira assinada x informalidade
O estudo também destaca que a informalidade traz prejuízos à proteção social dos trabalhadores, já que 81,4% dos empreendedores informais não contribuem para a Previdência Social, ficando assim sem acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. Portanto, ter a carteira assinada não só amplia o ganho financeiro, mas também garante direitos e maior reconhecimento no mercado.
No que diz respeito à escolaridade, houve uma melhora entre os trabalhadores informais, com crescimento no número de pessoas que completaram o ensino médio. Contudo, a diferença em relação aos formais persiste, principalmente no que tange ao ensino superior. Além disso, a jornada semanal dos trabalhadores formais é maior, com uma média de 43 horas, enquanto os informais trabalham cerca de 36 horas por semana.






