Juliana Marins, 26 anos, segue desaparecida no Monte Rinjani, na Indonésia, após cair durante uma trilha na última sexta-feira. No terceiro dia de buscas, iniciado na manhã desta terça-feira (no horário local), a situação continua sem solução concreta, segundo relatos da família.
As buscas pela jovem, conduzidas pela Agência de Busca e Salvamento da Indonésia, enfrentam condições adversas no local, que fica na ilha de Lombok, a cerca de 1.200 km de Jacarta.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que o Itamaraty acompanha a operação e que dois funcionários da Embaixada do Brasil foram enviados à região.
“Desde que acionada pela família, a embaixada do Brasil em Jacarta mobilizou as autoridades locais no mais alto nível, o que permitiu o envio das equipes de resgate para a área do vulcão”, destacou a nota.
Informações desencontradas e clima de tensão
A família de Juliana, que é publicitária e natural de Niterói (RJ), contesta versões oficiais e denuncia a falta de transparência nas ações de resgate. Mariana Marins, irmã da jovem, publicou vídeos nas redes sociais informando que Juliana não foi localizada até o momento, apesar das declarações das autoridades.
“Recebemos, com muita preocupação, a informação inverídica de que o resgate teria levado água, comida e agasalho, o que não aconteceu”, afirmou Mariana.
Relatos dramáticos apontam que Juliana teria caído de uma altura estimada de 300 metros e que sofreu uma lesão na perna. Um grupo de turistas espanhóis a encontrou horas depois do acidente e tentou contato com a família via redes sociais. Desde então, imagens de drones térmicos e vídeos das equipes de busca circulam na internet, mas não comprovam o resgate da brasileira.
A família acusa inclusive uma tentativa de forjar imagens do socorro. Nas redes, Mariana afirmou que o cenário é inóspito, com altitude superior a 3 mil metros, e cobrou ação mais firme do governo brasileiro.
Pressão política e mobilização online
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), também se manifestou: “As equipes ainda não a encontraram. Não procede a informação de que Juliana tenha sido localizada”, disse em vídeo.
A comoção levou à criação de um perfil no Instagram para centralizar informações sobre o caso. A conta já ultrapassou 190 mil seguidores e tem sido compartilhada por figuras públicas e influenciadores digitais.
Trajetória interrompida
Juliana estava em um mochilão pela Ásia desde fevereiro, com passagem por Filipinas, Vietnã e Tailândia. A viagem era organizada por uma agência de turismo, que, segundo a família, também divulgou informações enganosas sobre o andamento do resgate.
O caso continua mobilizando autoridades brasileiras e estrangeiras. A expectativa é que as equipes de busca consigam acessar o ponto exato onde Juliana foi vista pela última vez, apesar das condições meteorológicas desafiadoras.
Raianne Romão é comunicóloga com habilitação em Jornalismo e graduanda de Letras/Inglês. Atualmente é redatora no Tribuna de Minas. Já atuou como redatora nos segmentos de coluna social, entretenimento e benefícios socias.
Já atuou também nas áreas de Marketing Digital e Assessoria de Imprensa. Além disso, atuou como produtora de conteúdo audiovisual, redatora e social media no Jornal do Commercio.