Um azeite de oliva produzido no interior de São Paulo conquistou, recentemente, um reconhecimento de peso no cenário internacional. A certificação, concedida por um dos guias mais respeitados do setor, coloca o produto brasileiro entre os melhores do mundo.
A vitória não é apenas da marca responsável, mas também do Brasil, que mostra ao mercado global que é capaz de produzir produto de excelência, competindo de igual para igual com tradicionais potências do ramo, como Itália, Espanha e Grécia.
Azeite do interior de São Paulo é um dos melhores do mundo
O selo de qualidade veio do guia Flos Olei 2025, referência mundial na avaliação de azeites extravirgens. Elaborado pelo renomado crítico italiano Marco Oreggia, o guia é resultado de uma rigorosa análise feita por especialistas, que avaliam amostras de diferentes países.
O processo inclui várias etapas de degustação às cegas, nas quais são observados critérios como aroma, sabor, equilíbrio e intensidade.
O destaque brasileiro ficou com o produto da variedade Koroneiki, produzido pela marca Azeite Sabiá, localizada em Santo Antônio do Pinhal, na Serra da Mantiqueira (SP).
O rótulo recebeu o título de melhor azeite do mundo na categoria médio frutado, sendo o único representante brasileiro a conquistar esse nível de reconhecimento na edição 2025 do guia.
À frente da produção estão Bia Pereira e Bob Vieira da Costa, que transformaram o cultivo de oliveiras em uma paixão e um negócio premiado.
Saiba como escolher um azeite de qualidade
Diante desse cenário, cresce também o interesse dos consumidores em entender como escolher um azeite de qualidade.
O primeiro ponto de atenção é observar no rótulo se o produto é, de fato, extravirgem. Essa classificação garante que o azeite foi extraído a frio, sem uso de processos químicos, e que possui baixa acidez — inferior a 0,8%.
Outro fator importante é verificar a data de fabricação e o prazo de validade. Isso porque se tratam de produtos sensíveis ao tempo, à luz e ao calor, portanto, quanto mais novo, melhor.
Além disso, embalagens escuras são preferíveis, pois ajudam a proteger o conteúdo da ação da luz, que pode oxidar o produto e comprometer seu sabor e suas propriedades.
Na degustação, um bom azeite apresenta aroma fresco, que remete a folhas, frutas verdes ou ervas, e, no paladar, entrega leve picância e amargor equilibrados, características naturais que indicam qualidade e frescor.






