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Estudo revela que esse objeto em casa pode afetar a memória

Por Leticia Florenço
23/06/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Microondas - Reprodução/iStock

Microondas - Reprodução/iStock

Com o avanço da tecnologia e a crescente presença de eletrodomésticos inteligentes e práticos nas residências brasileiras, é natural que surjam investigações sobre os possíveis impactos desses objetos na saúde humana.

Um novo estudo chama atenção ao sugerir que o uso frequente de um item muito comum nas cozinhas pode afetar a memória: o forno micro-ondas.

A ideia de que um aparelho tão rotineiro possa estar interferindo nas funções cognitivas, especialmente na memória, tem causado curiosidade e também preocupação.

Embora os dados ainda estejam em fase inicial, especialistas já discutem a importância de considerar os impactos da exposição contínua aos campos eletromagnéticos no ambiente doméstico.

A presença constante do micro-ondas no dia a dia

Não é exagero dizer que o micro-ondas se tornou um dos grandes aliados da rotina moderna. Rápido, prático e fácil de usar, ele permite aquecer refeições em segundos, descongelar carnes com agilidade e até cozinhar alimentos com eficiência.

Em um mundo onde o tempo se tornou escasso, esse eletrodoméstico conquistou espaço e é usado por milhões de pessoas diariamente, inclusive mais de uma vez ao dia.

Mas, justamente por estar sempre ligado à alimentação e ao cotidiano familiar, o micro-ondas também passou a ser alvo de atenção de estudiosos que investigam como o ambiente doméstico pode afetar funções cerebrais, como a memória e a concentração.

Entendendo a radiação do micro-ondas

Diferente da radiação ionizante (como a emitida por raios-X), o micro-ondas trabalha com radiação não ionizante, que não tem energia suficiente para alterar o DNA ou causar mutações genéticas diretamente.

No entanto, ele emite campos eletromagnéticos durante seu funcionamento, o que tem levantado questionamentos sobre a exposição repetida e prolongada a esse tipo de radiação.

Pesquisadores investigam se, em determinadas condições, a proximidade constante com o aparelho, como pessoas que ficam ao lado dele enquanto ele está ligado ou cozinham frequentemente usando-o, pode ter algum efeito sobre os processos neurológicos.

Possíveis impactos na consolidação da memória

A principal preocupação levantada por alguns cientistas é o potencial de interferência nas funções neurais, mais especificamente nos processos que envolvem a consolidação da memória recente. Esse é o momento em que o cérebro transforma informações recém-aprendidas em memórias armazenadas de forma mais duradoura.

Embora os estudos ainda sejam preliminares, existe a hipótese de que campos eletromagnéticos possam, em exposições prolongadas, interferir na comunicação entre neurônios, o que, em teoria, poderia comprometer essas funções.

É importante ressaltar que, até junho de 2025, não existe uma comprovação científica definitiva que ligue o uso doméstico do micro-ondas à perda de memória ou a outros prejuízos cognitivos. Mesmo assim, especialistas defendem a continuidade das pesquisas e sugerem cautela.

Fatores que podem influenciar a exposição

Os efeitos, caso existam, não seriam generalizados, mas dependeriam de diversos fatores. Entre os mais citados por especialistas estão:

  • Duração e frequência de uso do aparelho;
  • Proximidade da pessoa em relação ao micro-ondas em funcionamento;
  • Condições técnicas do equipamento, como a integridade da vedação da porta;
  • Sensibilidade individual à radiação eletromagnética, que pode variar.

Por isso, não se trata de alarme, mas de uma chamada à reflexão sobre o uso consciente e equilibrado dos recursos domésticos modernos.

Quais sinais podem indicar alterações na memória?

Independentemente da causa, mudanças na memória merecem atenção. Entre os sinais mais comuns observados por profissionais da saúde cognitiva estão:

  • Esquecimento frequente de compromissos simples;
  • Dificuldade em lembrar nomes ou informações recentes;
  • Desatenção ao realizar tarefas do cotidiano;
  • Troca ou confusão de palavras durante conversas;
  • Sensação de “branco” mental com mais frequência que o habitual.

Esses sintomas podem ser provocados por diversos fatores, como estresse, falta de sono, má alimentação, doenças neurológicas ou envelhecimento natural. Portanto, é importante não atribuir automaticamente ao uso do micro-ondas eventuais lapsos de memória, mas considerar o contexto geral.

Como se prevenir e usar o micro-ondas com mais segurança?

Mesmo sem evidências conclusivas sobre riscos à memória, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir exposições desnecessárias e aumentar a segurança no uso do micro-ondas:

  • Evitar permanecer muito próximo ao aparelho enquanto ele está ligado;
  • Verificar regularmente se a porta do micro-ondas está vedando corretamente;
  • Utilizar o aparelho apenas pelo tempo necessário, sem prolongar aquecimentos;
  • Variar o uso de métodos de preparo, como fogão ou forno, sempre que possível;
  • Evitar aquecer certos materiais plásticos, que podem liberar compostos tóxicos.

Essas atitudes não apenas diminuem a exposição a campos eletromagnéticos, como também contribuem para um ambiente doméstico mais saudável e consciente.

À medida que novas pesquisas forem sendo divulgadas, será possível entender com mais clareza o real impacto do micro-ondas na memória e no funcionamento do cérebro. Até lá, a melhor estratégia continua sendo o equilíbrio e a informação.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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