Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

A estrela solitária no topo da bandeira não é o DF como muitos pensam

Por Leticia Florenço
17/06/2025
Em Colunas, Mais Tendências
0
Bandeira do Brasil - Reprodução/iStock

Bandeira do Brasil - Reprodução/iStock

Ao observar a bandeira do Brasil, muitos acreditam que a estrela solitária posicionada acima da faixa “Ordem e Progresso” representa o Distrito Federal.

Essa confusão é comum, pois o DF é a sede do governo nacional e, por ser uma unidade federativa singular, parece natural imaginá-lo como a estrela isolada. Porém, essa interpretação está incorreta. A estrela solitária, na verdade, representa o estado do Pará.

Como surgiu essa representação?

A bandeira atual do Brasil foi oficialmente adotada em 19 de novembro de 1889, apenas quatro dias após a Proclamação da República. Ela foi desenhada para representar, simbolicamente, o céu do Rio de Janeiro (então capital do país) às 8h30 da manhã daquele mesmo dia.

A distribuição das estrelas no círculo azul foi baseada nesse céu visível, com estrelas organizadas conforme nove constelações reais.

Por que o Pará está no topo?

A estrela solitária acima da faixa com os dizeres “Ordem e Progresso” é a Spica, a mais brilhante da constelação de Virgem. E ela representa o Pará, estado que, à época da criação da bandeira, era a maior unidade federativa localizada acima da linha do Equador.

Como o desenho da bandeira buscava mostrar com fidelidade o céu do hemisfério sul (com as estrelas posicionadas como vistas de fora da esfera celeste), o Pará foi o único colocado no hemisfério “norte” da composição, acima da faixa central.

E o Distrito Federal?

Apesar de muitos acreditarem que o DF seria representado pela estrela em destaque, ele está simbolizado por uma estrela mais discreta e posicionada na parte inferior da bandeira: a Sigma Octantis, da constelação Octante.

Essa estrela tem pouco brilho, mas grande importância simbólica. Ela fica próxima ao polo sul celeste, o ponto em torno do qual todas as estrelas do hemisfério sul parecem girar. Assim, ela representa a centralidade política e simbólica do Distrito Federal, em torno do qual “gira” o restante do país, ainda que discretamente no design.

O Brasil mudou e a bandeira também

Na época da criação da atual bandeira, o Brasil tinha apenas 21 unidades federativas. Com o passar dos anos, o país cresceu, se reorganizou e novos estados surgiram: Amapá, Roraima, Acre, Mato Grosso do Sul e o próprio Distrito Federal, criado em 1960 com a mudança da capital para Brasília.

Em 1992, a bandeira foi atualizada para incluir as 27 estrelas, refletindo a composição atual com os 26 estados mais o DF.

As estrelas da bandeira formam nove constelações reconhecíveis:

  • Cruzeiro do Sul (Crux)
  • Escorpião (Scorpius)
  • Cão Maior (Canis Major)
  • Cão Menor (Canis Minor)
  • Carina
  • Virgem (Virgo)
  • Triângulo Austral (Triangulum Australe)
  • Hidra Fêmea (Hydra)
  • Octante (Octans)

Apesar de algumas críticas por parte de astrônomos quanto à exatidão das posições, a bandeira brasileira é uma das poucas no mundo a representar um céu real, com dia, hora e local determinados. É como se o país eternizasse o momento exato de seu nascimento como república.

Uma escolha simbólica e histórica

Segundo o professor Jaime de Almeida, da Universidade de Brasília (UnB), a manutenção das cores (verde e amarelo), das estrelas e da adaptação dos símbolos à nova forma republicana, manteve a continuidade com o passado imperial, mas com um novo significado.

Saiu a coroa da monarquia, entrou o lema positivista e o firmamento estrelado, indicando a nova direção do país.

Saber disso é compreender um pedaço da história, da geografia e da simbologia do Brasil que, muitas vezes, passa despercebido até mesmo pelos próprios brasileiros.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Bolsa Família

Pagamento unificado é confirmado para 175 mil famílias do Bolsa Família

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas