O Banco Central acaba de anunciar uma mudança de grande impacto para quem utiliza o Pix no dia a dia. A novidade, que promete tornar as transações mais seguras, surge como resposta ao aumento dos golpes e fraudes que vêm afetando milhões de brasileiros.
A instituição está desenvolvendo um sistema mais robusto para rastrear e recuperar dinheiro roubado em transferências via Pix, um problema que tem gerado prejuízos bilionários no país.
Banco Central convoca todos brasileiros que fazem Pix
Atualmente, quando uma pessoa cai em um golpe, o mecanismo utilizado para solicitar a devolução dos valores — conhecido como Mecanismo Especial de Devolução (MED) — tem uma limitação grave: ele consegue verificar apenas a primeira conta que recebeu o dinheiro desviado.
Na prática, isso significa que, se os criminosos transferirem rapidamente os valores para outras contas, fica quase impossível localizar e bloquear os recursos.
Dados recentes do próprio Banco Central mostram que, dos mais de R$ 6,9 bilhões desviados em fraudes via Pix, apenas 7% foram efetivamente recuperados.
Para enfrentar esse desafio, o Banco Central prepara o lançamento do chamado MED 2.0, uma versão muito mais avançada do atual sistema de rastreio. A grande inovação está na capacidade de seguir o rastro do dinheiro por até cinco níveis de transferências consecutivas.
Ou seja, mesmo que os criminosos pulverizem os valores entre diversas contas, o novo sistema conseguirá acompanhar todo o percurso do dinheiro, aumentando significativamente as chances de recuperação.
O objetivo dessa ferramenta é atender diretamente as vítimas de fraudes e golpes, oferecendo mais rapidez e eficiência na tentativa de reaver os valores perdidos.
Além disso, o sistema será um reforço para os próprios bancos, que poderão agir de forma mais eficaz na identificação de contas usadas para práticas ilícitas, como as chamadas contas laranja.
Novidade do Banco Central para segurança do Pix começa a ser implementado ainda neste ano
Essa transformação começa a se materializar ainda em 2025, com a chegada de uma nova funcionalidade que permitirá aos usuários contestarem um Pix diretamente pelo aplicativo do banco, sem precisar recorrer ao atendimento telefônico ou presencial.
Esse sistema de “autoatendimento” agiliza o processo e reduz o tempo de resposta.
Já o MED 2.0, com sua capacidade ampliada de rastreamento, está previsto para ser implementado no primeiro trimestre de 2026, após a adaptação de mais de 800 instituições financeiras que operam com Pix no Brasil.
A expectativa é que essas mudanças tragam mais segurança aos usuários e reduzam de forma expressiva os prejuízos causados pelas fraudes.





