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Isaac Newton teria calculado a data exata do fim do mundo

Por Jeferson da Rosa
26/05/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Isaac Newton teria calculado a data exata do fim do mundo - Imagem: Pixabay

Isaac Newton teria calculado a data exata do fim do mundo - Imagem: Pixabay

Muito além de maçãs caindo ou fórmulas de movimento, Isaac Newton dedicou boa parte de sua vida ao que hoje pode soar como um campo improvável para um cientista: a previsão do fim do mundo.

Reconhecido como um dos fundadores da ciência moderna, Newton também mergulhou profundamente em estudos teológicos, especialmente nas profecias do Antigo Testamento.

Seus escritos religiosos, por muito tempo mantidos longe dos holofotes, revelam uma faceta menos conhecida do gênio britânico — a de um intérprete fervoroso das Escrituras.

Isaac Newton teria calculado a data exata do fim do mundo

Entre os documentos preservados, uma carta escrita por Newton em 1704 chamou a atenção de estudiosos séculos depois. Nela, ele apresenta um cálculo detalhado que aponta o ano de 2060 como uma possível data de transformação global.

Segundo ele, não se trataria do colapso total da civilização como em cenários apocalípticos hollywoodianos, mas de uma mudança espiritual e estrutural de larga escala.

A chave da previsão está na interpretação de passagens do livro de Daniel, conhecido por sua linguagem simbólica sobre o “fim dos tempos”. Newton entendeu a expressão “um tempo, tempos e metade de um tempo” como representando um ciclo de 1.260 anos.

Para estabelecer o ponto de partida, ele escolheu o ano de 800 d.C., marcado pela coroação de Carlos Magno como imperador do Sacro Império Romano — evento que, para Newton, simbolizou o início de uma era de dominação religiosa institucionalizada.

A simples soma desses dois números levou à data de 2060.

Newton não via seu cálculo sobre fim do mundo como profecia

Mesmo aplicando lógica matemática à interpretação bíblica, Newton nunca afirmou ter descoberto um destino fixo e inevitável.

Em suas próprias palavras, ele alertava contra interpretações dogmáticas e via sua estimativa mais como um exercício racional do que como uma profecia absoluta. Ainda assim, a previsão continua a alimentar discussões entre historiadores, religiosos e curiosos.

O que impressiona não é tanto o número final, mas o esforço de um cientista em buscar respostas para além dos fenômenos físicos. Para Newton, o universo era um grande enigma em que leis naturais e princípios espirituais faziam parte do mesmo todo.

Ao sugerir uma data para o fim do mundo, ele não buscava espalhar temor, mas compreender — até o fim — o funcionamento do divino.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão.

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