Depois de seis anos fora do calendário nacional, o horário de verão voltou ao centro das discussões no setor energético brasileiro. A proposta de retomada partiu do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que enviou ao governo federal uma recomendação técnica para reavaliar a medida.
A sugestão reacendeu um debate polarizado: de um lado, defensores do aproveitamento da luz natural; de outro, críticos que veem pouco efeito prático e desconforto na mudança de rotina. Diante disso, a pergunta permanece: o horário de verão volta mesmo em 2025?
Volta do horário de verão em 2025 vai acontecer no Brasil?
Por enquanto, não há uma resposta definitiva. O governo ainda estuda o impacto da medida, e a decisão final deve partir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas semanas.
O tema está sob análise do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que avalia dados técnicos e projeções de consumo. Mesmo com o parecer positivo da ONS, a adoção da mudança depende de uma avaliação política mais ampla.
O Planalto não se comprometeu oficialmente, mas fontes do setor indicam que uma definição poderá ser anunciada ainda em setembro.
O horário de verão consiste basicamente em adiantar os relógios em uma hora durante parte do ano, normalmente entre os meses de outubro e fevereiro. A proposta surgiu como forma de aproveitar melhor a luz natural no fim do dia, reduzindo o uso de energia elétrica, especialmente para iluminação pública e doméstica.
A prática foi adotada de forma contínua no Brasil entre 1985 e 2019, quando foi suspensa pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), após estudos apontarem baixa eficácia diante das mudanças no perfil de consumo.
Horário de verão divide opiniões, mas ONS tem bom motivo para defender a volta
A medida sempre dividiu opiniões. Há quem elogie os fins de tarde mais claros e a sensação de dias mais longos. Mas há também quem critique os impactos no sono e na produtividade, além do argumento de que o consumo de ar-condicionado anula qualquer economia.
A defesa feita pela ONS neste novo contexto, no entanto, tem outro foco.
A entidade aponta que a principal vantagem seria a redução da necessidade de acionar usinas termelétricas no início da noite, horário em que o uso de energia atinge seu pico e a geração solar já não está mais disponível.
Com o horário de verão, esse pico seria deslocado para um período em que ainda há sol, permitindo maior uso de fontes renováveis e mais baratas. Ainda assim, sem uma decisão formal, a medida segue no campo da possibilidade.





