Após garantir a aprovação da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta seu foco para uma nova bandeira de apelo popular: o fim da escala 6×1.
O tema, que propõe mudanças significativas na jornada semanal de trabalho, passou a ganhar mais atenção no Planalto, com o governo avaliando os caminhos políticos para apoiar a proposta no Congresso Nacional.
A ideia é aproveitar o embalo da recente vitória no IR para avançar com outra demanda histórica da classe trabalhadora.
Vitória da isenção do IR levanta expectativas para fim da escala 6×1
A proposta em discussão busca alterar a atual regra que obriga o trabalhador a cumprir seis dias consecutivos de trabalho com apenas um de descanso, a chamada escala 6×1.
A nova redação sugerida prevê uma jornada de quatro dias por semana, com oito horas diárias, somando 36 horas semanais.
A iniciativa, que prevê também a possibilidade de acordos coletivos para flexibilizar horários, visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, permitindo mais tempo livre sem comprometer a produtividade.
Essa mudança, se aprovada, beneficiaria diretamente milhões de brasileiros submetidos a jornadas exaustivas, especialmente nos setores de comércio e serviços.
O projeto de emenda constitucional que propõe essa alteração foi apresentado no início de 2025 pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
Com o apoio de 234 parlamentares, a proposta aguarda o despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para iniciar a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Hilton defende que o projeto ganhou força por dialogar com as necessidades reais da população trabalhadora e conta com clima político favorável após o avanço da pauta fiscal no Legislativo.
O governo, por sua vez, começa a articular reuniões com líderes da base aliada e partidos do centro para avaliar o melhor caminho para viabilizar a votação.
Além do fim da escala 6×1, governo quer emplacar tarifa zero no transporte público
Em paralelo, o governo também quer avançar com o debate sobre a tarifa zero no transporte público.
O Ministério da Fazenda prepara um estudo sobre a viabilidade financeira da gratuidade total, medida que já é realidade em algumas cidades administradas pelo PT.
A meta é, gradualmente, construir um modelo sustentável que permita a implementação do benefício em nível nacional.
Assim como a redução da jornada da escala 6×1, essa proposta também ganha espaço como um dos pilares da agenda social que o governo tenta consolidar.





