Uma das vacinas mais aguardadas pela comunidade médica e por famílias com bebês e gestantes começa a ser distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no final de novembro e deve estar disponível em todo o território nacional a partir de dezembro.
Trata-se de um avanço histórico no combate ao vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e de uma parcela significativa das pneumonias em crianças pequenas.
Vacina mais esperada dos últimos anos chega ao SUS em dezembro
O imunizante que chega à rede pública é a vacina Abrysvo, desenvolvida pela farmacêutica Pfizer, que será utilizada inicialmente em gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.
A escolha desse público prioritário tem um objetivo estratégico: proteger os recém-nascidos por meio da transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gestação.
Esse tipo de imunização indireta é fundamental para oferecer uma barreira protetora justamente nos primeiros meses de vida, quando o risco de complicações causadas pelo VSR é mais alto.
A novidade é especialmente relevante em um cenário preocupante. Em 2025, os casos de VSR em bebês aumentaram 52% em relação ao ano anterior, alcançando mais de 33 mil registros até o início de setembro.
O vírus, comum durante o outono e inverno, tem provocado um número expressivo de internações, principalmente entre prematuros, que apresentam taxas de mortalidade significativamente mais altas.
Estima-se que, por ano, cerca de 20 mil bebês com menos de um ano sejam hospitalizados em decorrência da infecção.
Vacina deve provocar queda expressiva nas internações pela doença
Com a vacinação em larga escala, especialistas esperam uma queda expressiva nas internações e nos atendimentos de emergência, como já foi observado em outros países que adotaram medidas semelhantes.
A estimativa é que a nova estratégia possa evitar até 28 mil internações anuais no Brasil.
Além de proteger os bebês, a introdução da vacina no SUS também marca o início de uma parceria tecnológica entre o Instituto Butantan e a Pfizer, que prevê a produção nacional do imunizante nos próximos anos.
Até lá, as primeiras 1,8 milhão de doses serão adquiridas por meio desse acordo e distribuídas em duas etapas até dezembro.
A chegada dessa vacina representa um marco duplo: salva vidas e fortalece a capacidade do país de produzir soluções de saúde com tecnologia de ponta.





