No mês passado, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou a suspensão cautelar do contrato com a operadora financeira Crefisa por conta de diversas reclamações de aposentados e pensionistas.
Considerando que, durante anos, a instituição foi a principal patrocinadora do Palmeiras, o time paulista que, atualmente, é comandado por Leila Pereira, muitas pessoas passaram a acreditar que o ocorrido com o INSS levaria a presidente a se afastar do cargo.
Afinal, vale lembrar que, além da existência de um acordo de exclusividade, o clube ainda tinha uma grande dívida com a Crefisa, originada principalmente pelos aportes da empresa para a contratação de atletas.
Contudo, no início de 2025, o Palmeiras conseguiu finalmente quitar sua dívida ao realizar um pagamento final de cerca de R$ 429 mil. Além disso, o contrato com a Crefisa chegou ao fim em dezembro de 2024 e não foi renovado.
Sendo assim, o episódio recente envolvendo a operadora financeira não resultará em prejuízos para o time nem para Leila, que, inclusive, já analisa a estruturação do Palmeiras para a próxima temporada.
Crefisa x INSS: entenda o caso
Após compilar reclamações de segurados recebidas por diversos canais, incluindo a Ouvidoria do instituto e os Procons, o INSS identificou práticas recorrentes no atendimento da Crefisa aos clientes que considerou incompatíveis com suas diretrizes.
Entre os problemas apontados, a autarquia citou atrasos e falhas no pagamento de benefícios, coação, prática de venda casada e deficiências na estrutura das agências. Diante disso, o INSS decidiu então encerrar o contrato com a operadora financeira.
Os beneficiários que já recebem pela Crefisa não terão alterações em seus pagamentos. No caso dos novos, os repasses passarão a ser feitos pelo Banco Mercantil. Apesar da possibilidade de atrasos em cadastros, filas ou falhas de comunicação, o INSS assegura que o processo seguirá normalmente.
A Crefisa, por sua vez, afirmou ter sido surpreendida pela decisão e negou todas as irregularidades apontadas pelo INSS, ressaltando que suas operações seguem dentro da legalidade. Até o momento, contudo, não há indícios de reversão do ocorrido.





