Os servidores públicos federais recusaram a proposta apresentada pelo governo federal para reajustar o auxílio-alimentação e, em resposta, apresentaram uma contraproposta que eleva a demanda para um aumento de 35% no benefício.
A negociação ocorreu durante reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente, que reúne representantes do funcionalismo público e integrantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Servidores buscam reajuste de 35% no auxílio-alimentação
A proposta rejeitada previa um reajuste de 17,5% no valor do auxílio, que atualmente é de R$ 1 mil. Se aceita, levaria o benefício a R$ 1.175 mensais.
No entanto, os servidores consideraram o percentual insuficiente e propuseram um aumento de R$ 350, dividido em duas parcelas: a primeira a ser paga em dezembro deste ano e a segunda em abril de 2026, elevando o valor final do auxílio para R$ 1.350.
Além do auxílio-alimentação, os representantes das categorias também incluíram no debate o aumento de outros benefícios.
Entre as reivindicações estão um reajuste de 20% no auxílio-creche e de 30% na assistência à saúde, com aplicação prevista para abril do próximo ano.
Os servidores pedem ainda atualização nos valores das diárias pagas durante viagens a trabalho, alegando defasagem em relação aos custos atuais.
O presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, defendeu a contraproposta como razoável e um teste à real disposição do governo em manter um canal de negociação aberto e produtivo com o funcionalismo.
Governo diz que proposta para servidores já apresenta avanços
Por outro lado, o governo argumenta que a proposta apresentada já representa um avanço significativo.
Segundo o MGI, desde 2023, o valor do auxílio-alimentação teve um acumulado de reajuste de 156,55%, considerando que o benefício estava congelado há seis anos antes da atual gestão.
O impacto financeiro estimado com o aumento proposto pelo governo seria de R$ 1,1 bilhão em 2026.
Embora salários não estejam no foco das discussões neste momento, já que um acordo fechado em 2023 definiu reajustes escalonados até 2026, as negociações sobre os benefícios seguem como pauta central.
Uma nova rodada está agendada para o dia 6 de novembro, quando governo e servidores devem retomar o debate em busca de um entendimento.





