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Pode ter o dinheiro de volta quando alguém cai no golpe do Pix?

Por João Carlos Gomes
18/08/2025
Foto: Drazen Zigic/Freepik

Foto: Drazen Zigic/Freepik

Infelizmente, nos últimos anos, criminosos têm se aproveitado cada vez mais das facilidades do Pix para aplicar golpes, uma vez que a modalidade de pagamento realiza transferências imediatas praticamente sem burocracia.

No entanto, para tentar reverter a situação, o Banco Central do Brasil desenvolveu o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que pode facilitar a devolução de valores em casos de fraudes no Pix, aumentando a segurança das transferências e reduzindo os prejuízos causados.

Com o uso da ferramenta, as instituições financeiras podem reter valores nas contas de destino para avaliação. E caso seja confirmada a ocorrência de golpe, o montante é restituído integralmente à vítima.

Para utilizar o MED, o cliente precisa entrar em contato com o banco de origem, seja pelo aplicativo ou por outros canais oficiais, a fim de denunciar o ocorrido. Com isso, o valor correspondente ao informado na denúncia será bloqueado na conta do suposto golpista.

As duas instituições iniciam então uma análise, que pode levar até sete dias corridos. Se a fraude for confirmada e o valor total ainda estiver na conta do criminoso, ele será devolvido integralmente; caso contrário, a restituição será feita em depósitos parciais, conforme houver saldo disponível.

Sistema de proteção contra golpes do Pix receberá melhorias

Apesar de sua eficácia, o MED ainda conta com algumas lacunas que podem ser extremamente prejudiciais, considerando que ele só permite o bloqueio de valores na primeira conta recebedora do recurso, dependendo da disponibilidade de fundos na conta do fraudador para realizar a devolução.

Vale lembrar que, em muitos casos, criminosos transferem os valores recebidos via Pix para uma série de outras contas de forma parcelada, uma vez que o dinheiro já não poderá mais ser rastreado, prejudicando todo o procedimento.

Contudo, há algum tempo, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o BC deram início a uma atualização do MED que promete tornar o sistema ainda mais eficiente. Batizada de “MED 2.0”, a nova versão do sistema deve ser implementada no último trimestre deste ano.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, apreciador da Bossa Nova ao Metal Extremo, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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