Por conta de fatores como as frequentes flutuações econômicas e a desigualdade social, a questão da renda figura como tema central em diversos debates nas mais variadas esferas do Brasil.
E as discussões se intensificam ainda mais ao se analisar não apenas os elementos que posicionam a Classe A, que é considerada a elite econômica do país, no topo, mas também a quantidade de pessoas que integram esta fatia da sociedade.
Embora muitas pessoas cuja renda mensal ultrapasse os R$ 10 mil ou até mesmo R$ 15 mil mensais se considerem parte do alto escalão, levantamentos recentes, baseados na metodologia da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), revelam uma realidade bem diferente.
Estima-se que apenas 2,9% da população brasileira pertença, oficialmente, à elite econômica, com renda acima de R$ 28.240, o que corresponde a mais de 20 salários mínimos. Enquanto isso, cerca de 75% dos brasileiros vivem em patamares muito inferiores.
E vale destacar que, além de contar com uma renda elevada, a Classe A ainda tem acesso facilitado a bens e serviços, o que proporciona melhores oportunidades em educação, saúde, infraestrutura e carreira.
Pirâmide social no Brasil: entenda as classes
É importante ressaltar que não há um método padronizado universalmente aceito para definir as classes sociais. Por isso, as informações podem variar de acordo com os critérios adotados pelo órgão ou instituição que está realizando a análise.
Todavia, as classificações mais utilizadas dividem a sociedade em Classe A (alta renda), B (média-alta), C (média) e D/E (baixa renda). E no caso da ABEP, as faixas de renda são distribuídas da seguinte forma (via Seu Crédito Digital):
- Classe A: acima de R$ 28.240 (mais de 20 salários mínimos);
- Classe B: de R$ 14.120 a R$ 28.240 (10 a 20 salários mínimos);
- Classe C: de R$ 5.648 a R$ 14.120 (4 a 10 salários mínimos);
- Classe D: de R$ 2.824 a R$ 5.648 (2 a 4 salários mínimos);
- Classe E: até R$ 2.824 (menos de 2 salários mínimos).
Conforme mencionado anteriormente, além da variação de renda, a grande maioria das abordagens também considera fatores como a posse de bens, o acesso a escolaridade e o tipo de ocupação dos provedores da família para elencar os cidadãos.





