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Ocorrências de notas falsas estão aumentando cada vez mais

Por João Carlos Gomes
08/10/2025
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Apesar da modernização dos bancos, que passaram a tratar transações via Pix como prioridade, golpes envolvendo o uso de cédulas falsas continuam em alta, conforme registrado por dados recentes do Banco Central.

Contudo, a análise do Banco Central também revelou que, de forma curiosa, cerca de 80% de todas as notas falsificadas recolhidas pelo sistema bancário correspondem às de maior valor da moeda brasileira: R$ 100 e R$ 200.

Vale lembrar que, anteriormente, cédulas de maior valor não eram o principal alvo dos criminosos, considerando que elas costumam ser cuidadosamente analisadas por comerciantes para assegurar sua autenticidade.

Entretanto, transformações recentes, como o lançamento da nota de R$ 200 e a popularização do Pix, levaram os golpistas a concentrarem seus esforços nas cédulas de maior valor, ainda que as razões exatas para essa mudança de foco não tenham sido plenamente esclarecidas.

De acordo com o relatório divulgado pelo Banco Central, a proporção de cédulas falsificadas de R$ 200 aumentou para 33% em 2025, enquanto as de R$ 100 registraram uma leve redução, ficando em 47%.

Como reconhecer notas falsas?

Para garantir a autenticidade das cédulas, o BC reforça que cada nota possui mecanismos de segurança específicos, impressos em seu design, que permitem a verificação de sua legitimidade. São eles:

  • Fio de segurança: disponível nas notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50, R$ 100 e R$ 200, caracteriza-se como uma listra escura no meio da nota que só pode ser vista contra luz;
  • Quebra-cabeça: ao observar as cédulas contra a luz, também é possível encontrar desenhos que se completam para formar o número do valor da nota;
  • Marca d’água: uma imagem do animal do verso da nota que só pode ser vista quando ela é colocada contra a luz;
  • Alto-relevo: legendas e números apresentam texturas mais perceptíveis ao toque;
  • Faixa holográfica: cores que mudam conforme a cédula é movimentada em diferentes ângulos;
  • Microimpressões: com o apoio de uma lupa ou uma câmera, é possível ver o valor da nota impresso claramente em menor escala;
  • Qualidade do papel: cédulas verdadeiras apresentam mais dificuldade para serem amassadas, pois o papel utilizado em sua impressão é mais grosso.
Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, apreciador da Bossa Nova ao Metal Extremo, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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