A inteligência artificial deixou de ser promessa futurista para se tornar realidade presente. Em poucos anos, passou a fazer parte da rotina de milhões de pessoas e empresas, executando tarefas que antes exigiam equipes inteiras.
Do atendimento ao cliente à análise de dados, a IA já assume funções com rapidez, precisão e custo menor. Esse avanço acelerado tem gerado apreensão no mercado de trabalho, alimentando o temor de que máquinas substituam profissionais humanos.
Mas uma nova pesquisa indica que os trabalhadores mais ameaçados não são exatamente os que todos esperavam.
O grupo que vai perder o salário para IA não é quem você imagina
O relatório Future of Jobs Report 2025, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, revelou que 41% das empresas ao redor do mundo planejam reduzir suas equipes até 2030 por causa da automação baseada em IA.
O dado surpreende menos pela dimensão do impacto e mais pelo perfil dos profissionais em risco: os millennials.
Essa geração, nascida entre 1981 e 1996, está hoje no auge da vida profissional, ocupando cargos médios e de liderança em áreas como marketing, finanças e administração, justamente os setores altamente suscetíveis à automação, segundo o relatório.
Esses profissionais não são novatos nem estão prestes a se aposentar. São experientes, adaptáveis e tecnologicamente familiarizados.
Ainda assim, muitos atuam em funções cuja natureza envolve processos repetitivos, tomada de decisões padronizadas e tarefas que a IA já consegue executar com alto grau de eficiência.
É essa combinação que os torna vulneráveis, especialmente em empresas que enxergam na tecnologia uma forma de cortar custos e aumentar a produtividade.
Adaptação pode ajudar millennials, mesmo com o avanço da IA
A boa notícia é que ainda há tempo para reagir. A mesma pesquisa do Fórum aponta que a requalificação será uma das ferramentas mais importantes para enfrentar a transição.
Investir em competências humanas que a IA não consegue replicar, como pensamento crítico, criatividade, empatia e capacidade de resolver problemas complexos, será essencial.
Instituições de ensino e empresas já estão se movimentando para oferecer treinamentos voltados às exigências do novo cenário.
No fim das contas, a IA não veio para destruir o trabalho, mas para transformá-lo. Quem entender essa mudança e buscar atualização constante terá mais chances de manter seu espaço e seu salário em um mercado cada vez mais dominado por algoritmos.





