Novos beneficiários do BPC e do INSS já podem iniciar o processo de biometria, etapa que será fundamental para evitar bloqueios futuros nos pagamentos.
A exigência deveria começar ainda em novembro, mas o governo decidiu adiar o início da obrigatoriedade para garantir que o sistema estivesse preparado e que os atendimentos não fossem sobrecarregados.
Com isso, quem depende dos benefícios ganhou mais tempo para se organizar, embora o cadastro biométrico já esteja disponível para quem desejar se antecipar.
Novos beneficiários do BPC e INSS já podem fazer biometria; saiba como
A decisão foi anunciada pelo Ministério da Gestão e Inovação, que coordena a modernização dos sistemas de identificação utilizados na Seguridade Social.
Segundo o governo, a biometria será incorporada de forma gradual, permitindo que a estrutura nacional de atendimento absorva a demanda sem criar filas inesperadas.
A ampliação do prazo também atende a pedidos de estados e municípios, que ainda ajustam seus institutos de identificação ao novo padrão da Carteira de Identidade Nacional.
A medida beneficia diretamente novos solicitantes do Benefício de Prestação Continuada e de auxílios do INSS, especialmente aqueles que ainda não têm qualquer registro biométrico em bases oficiais.
Esses cidadãos poderão fazer o cadastro com antecedência, reduzindo riscos de incompatibilidade ou pendências quando a exigência se tornar obrigatória.
O governo reforça que ninguém terá pagamentos suspensos de imediato por não ter feito a biometria agora, mas alerta que o procedimento será solicitado em etapas, de acordo com o calendário de revisões cadastrais e provas de vida.
Cadastro de biometria para INSS e CadÚnico ganhou novas datas
O novo cronograma define que a biometria começará a ser exigida de maneira efetiva a partir de maio de 2026 para quem não possui qualquer registro anterior. Já em 2027, a biometria será necessária para renovações de benefícios.
A obrigatoriedade plena, acompanhada da exigência da Carteira de Identidade Nacional como documento padrão, ficará para 2028.
O processo poderá ser feito nos Institutos de Identificação estaduais ou no Distrito Federal, onde serão coletadas impressões digitais ou, quando necessário, reconhecimento facial. Bases como a da Justiça Eleitoral ou da CNH continuarão válidas durante o período de transição.
O governo orienta que o beneficiário aguarde a convocação oficial antes de procurar atendimento, evitando deslocamentos desnecessários.
Em casos de dificuldade de locomoção, idade avançada, residência em áreas remotas ou condições especiais de migração, haverá atendimento diferenciado e prazos adaptados.
A meta é aumentar a segurança dos cadastros sem prejudicar quem depende dos programas sociais para sobreviver.





