O governo federal surpreendeu os brasileiros neste mês de setembro ao anunciar no final de agosto a proposta de reajuste do salário mínimo para 2026. O novo valor estimado é de R$ 1.631, representando um aumento significativo em relação aos atuais R$ 1.518 pagos em 2025.
O anúncio reforça uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): garantir aumentos reais e anuais no salário mínimo, acima da inflação, como parte de uma política de valorização do poder de compra dos trabalhadores mais pobres e dos aposentados.
Novo valor do salário mínimo de 2026 deixa brasileiros de boquiaberta
Segundo a proposta incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, o reajuste foi calculado com base na previsão de inflação, somada a um ganho real de 2,5%.
A estimativa de inflação para o próximo ano é de 3,6%, enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para 2026 é de 2,44%.
Com isso, o aumento nominal do salário mínimo chega a 7,45%, impactando diretamente a renda de milhões de trabalhadores e beneficiários de programas sociais que têm o piso nacional como referência.
Além do novo valor do mínimo, o governo também detalhou outros números importantes do orçamento para o próximo ano. O limite de despesas primárias foi fixado em R$ 2,428 trilhões, enquanto a meta de resultado primário é de R$ 34,3 bilhões, o equivalente a 0,25% do PIB.
O projeto também assegura o cumprimento dos pisos constitucionais de investimentos em áreas essenciais, como saúde (R$ 245,5 bilhões), educação (R$ 133,7 bilhões) e infraestrutura (R$ 83 bilhões).
Novo salário mínimo precisa ser aprovado por deputados e senadores
O PLOA 2026 já está nas mãos do Congresso Nacional, onde começa a tramitar pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), composta por deputados e senadores.
O deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) será o relator da matéria, enquanto o senador Efraim Filho (União-PB) preside a comissão. O texto será debatido em audiências públicas, e os parlamentares poderão apresentar sugestões de mudança por meio de emendas.
A expectativa é que, após análise das receitas e elaboração dos relatórios setoriais, o projeto seja votado em plenário até 22 de dezembro, conforme determina a Constituição.
Caso aprovado dentro do prazo, o novo valor entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.





