Desde quando foram anunciadas pela primeira vez, as tarifas impostas pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre diversos produtos brasileiros passaram a gerar preocupação, sobretudo pelo risco de elevação de preços e possível aumento da pobreza no Brasil.
Entretanto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentou recentemente uma solução que, por sua vez, pode minimizar os efeitos negativos do chamado “tarifaço” americano.
Trata-se de um pacote de medidas que inclui uma linha de crédito emergencial de cerca de R$ 3 bilhões, destinada a empresas impactadas pelo aumento das tarifas. A operação será coordenada pelo banco, mas as condições finais, como juros e prazos, ficarão a cargo do governo federal.
Para assegurar recursos ao setor, o BNDES utilizará o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que dispõe de patrimônio de R$ 53,8 bilhões. Além disso, o governo estuda direcionar parte desse fundo para operações de crédito com juros reduzidos, priorizando os segmentos mais afetados pelo tarifaço.
As empresas interessadas na linha de crédito emergencial deverão manter vínculo ativo com bancos comerciais, o que tende a agilizar a análise e liberação dos recursos. Ademais, também será preciso atender aos critérios que serão estabelecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em conjunto com a Receita Federal.
Linha de crédito do BNDES chama a atenção de especialistas
De acordo com especialistas, a iniciativa do BNDES pode gerar avanços relevantes, ao oferecer condições de crédito mais competitivas para o setor exportador e, ao mesmo tempo, reforçar a confiança do mercado financeiro graças à utilização do FGE como ferramenta de mitigação de riscos.
Também foi apontado que linha de crédito emergencial ainda pode ajudar empresas mais prejudicadas pelo tarifaço a reduzir o risco de falência, oferecendo capital de giro e financiamentos com condições mais favoráveis.
Até o momento, não foi definida uma data oficial de quando a medida entrará em vigor. Contudo, nesta quinta-feira (21), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o governo já está fazendo os ajustes finais para o anúncio oficial das linhas de crédito.





