A Polícia Civil de Minas Gerais está investigando pelo menos doze pessoas por conta de seu suposto envolvimento em um esquema fraudulento envolvendo revendedores da Natura, que resultou em um prejuízo milionário à empresa.
De acordo com o que foi divulgado, o grupo se aproveitava de falhas no site de compras oficial da marca para adquirir produtos com preços muito abaixo do mercado, que seriam revendidos posteriormente através de outras plataformas.
Além disso, a PCMG também constatou que os produtos eram armazenados em condições inadequadas, com presença de insetos e roedores, comprometendo sua qualidade e segurança e, consequentemente, colocando em risco a saúde dos consumidores.
Durante uma entrevista coletiva, realizada nesta segunda-feira (3), as autoridades revelaram que, até o momento, ninguém foi preso. Contudo, a PCMG confirmou que a falha utilizada pelos consultores já foi corrigida pela empresa.
Procurada pelo portal, a Natura informou, por meio de uma nota, que “segue colaborando com as autoridades e reitera seu compromisso inegociável com a ética, o respeito e a integridade em todas as suas relações”.
Polícia desconfia do envolvimento de funcionários da Natura
De acordo com a chefe da Divisão Especializada em Investigação de Crime Cibernético e Defesa do Consumidor, Cristiana Angelina, uma consultora líder de 51 anos foi apontada como líder do esquema, e recrutava pessoas de seu círculo de confiança, como familiares e amigos, para explorar a falha no site da Natura.
Contudo, além de investigar outros consultores, as autoridades também estão analisando a possibilidade de funcionários da empresa também terem participado do esquema, uma vez que apenas a intenção de compra já gerava o cashback.
Os envolvidos devem responder por crimes como associação criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivo eletrônico, crimes contra a economia popular e apropriação indébita, entre outros delitos, o que pode resultar em penas severas.





