Caracterizada pela dificuldade em adormecer, manter o sono contínuo ou pela sensação de que o descanso não foi reparador, a insônia afeta cerca de 73 milhões de pessoas só no Brasil. Contudo, uma decisão recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode finalmente reduzir estes números.
Isso porque o órgão aprovou o uso do medicamento lemborexante, comercializado como Dayvigo pela farmacêutica japonesa Eisai, que foi considerado por pesquisadores da Universidade de Oxford a melhor opção contra a insônia.
Um estudo publicado na revista The Lancet apontou que o remédio teve o melhor desempenho em eficácia, aceitabilidade e tolerabilidade entre todas as opções avaliadas, além de apresentar menor risco de dependência.
O lemborexante também se mostrou uma opção mais segura, sem os efeitos colaterais comuns em benzodiazepínicos e drogas Z, como zolpidem e clonazepam, que podem provocar sonambulismo ou até paradas respiratórias, sobretudo quando combinados com álcool.
Lemborexante: entenda o funcionamento do novo remédio aprovado pela Anvisa
Ao contrário dos medicamentos tradicionais, que promovem a supressão da atividade do sistema nervoso, o lemborexante age de maneira mais mais específica, atuando principalmente no sistema da vigília, bloqueando os receptores de orexina no cérebro.
Desta forma, o remédio basicamente interrompe o “fluxo de combustíveis” que mantêm o cérebro em alerta, ajudando o corpo a relaxar e permitindo que o sono chegue de forma natural e tranquila.
Remédio ainda não possui data de lançamento
Mesmo com a aprovação da Anvisa, o lemborexante ainda não recebeu uma data para chegar ao mercado brasileiro. No entanto, em entrevista ao jornal O Globo, representantes da Eisai afirmaram que a expectativa é disponibilizá-lo assim que for possível.
Entre as pendências para a disponibilização do medicamento no Brasil está a definição do teto de preço, a ser determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Vale lembrar que, nos Estados Unidos, onde o remédio está em circulação desde 2019, a caixa com 30 comprimidos de lemborexante pode custar cerca de US$ 300, que equivale a cerca de R$ 1.600 na cotação atual. Ainda não se sabe, contudo, se essa faixa de preço será aplicada ao mercado brasileiro.





