Milhares de idosos aposentados e pensionistas em todo o Brasil ainda têm a chance de receber um valor extra do INSS, seja neste mês de setembro ou nos próximos. O pagamento é referente à devolução de cobranças irregulares feitas nos últimos anos diretamente nos benefícios previdenciários.
As deduções indevidas vieram à tona após uma investigação da Polícia Federal, conhecida como Operação Sem Desconto, que revelou um esquema bilionário de fraudes contra idosos.
Entre os anos de 2020 e 2025, muitos segurados foram surpreendidos por descontos que, em diversos casos, sequer sabiam de onde vinham.
Mais de 500 mil idosos podem solicitar benefício extra em setembro
A maioria dos valores cobrados dizia respeito a mensalidades de associações, serviços de terceiros ou até empréstimos consignados que nunca foram autorizados pelos beneficiários.
Após a revelação das irregularidades, um acordo foi firmado entre entidades envolvidas e órgãos de controle para permitir o ressarcimento das vítimas.
Estima-se que mais de 800 mil pessoas foram afetadas, e embora uma parte já tenha recebido os valores de volta, aproximadamente 500 mil ainda podem solicitar o pagamento.
Têm direito à devolução os aposentados e pensionistas que contestaram formalmente os descontos, mas não obtiveram resposta em até 15 dias úteis da entidade responsável.
Além disso, quem ingressou com ação judicial pedindo o ressarcimento, mas ainda não foi indenizado, pode optar por desistir do processo e aderir ao acordo para receber o valor corrigido pela inflação.
Existe ainda um acréscimo de 5% para aqueles que moveram ações até abril de 2025, valor referente a honorários advocatícios.
Idosos podem verificar se tem devolução a receber e solicitar valores
Para saber se foi vítima de cobranças indevidas, o primeiro passo é consultar o extrato de pagamentos disponível no portal ou aplicativo Meu INSS. Os descontos suspeitos geralmente aparecem sob descrições genéricas, como “contribuição associativa” ou “mensalidade de serviço”.
Caso identifique algo irregular, é fundamental guardar o extrato como prova, formalizar uma contestação e buscar atendimento no INSS.
A legislação também foi endurecida para coibir novos golpes. Um projeto aprovado na Câmara exige, a partir de agora, autorização biométrica e assinatura eletrônica para qualquer desconto em benefícios.
Se a devolução não for feita em até 30 dias pela entidade responsável, o INSS será obrigado a reembolsar o segurado e cobrar posteriormente das empresas envolvidas.
Idosos que ainda não conferiram seus extratos devem fazer isso o quanto antes para não perder o direito ao ressarcimento.





