Causada por diversos fatores, incluindo a falta de controle financeiro e a utilização do crédito rotativo, as dívidas de cartão de crédito constituem uma das modalidades mais recorrentes, afetando uma parcela significativa da população.
Contudo, no ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que beneficiou milhões de brasileiros, permitindo a redução de pendências financeiras e a saída da inadimplência.
Isso porque a proposta estabeleceu a criação do programa Desenrola Brasil, que viabilizou a renegociação de dívidas com condições significativamente mais acessíveis, proporcionando aos devedores maior fôlego para quitação.
Além de limitar o valor da dívida ao dobro do original e oferecer condições de parcelamento mais favoráveis, o programa ainda autorizou a transferência da dívida para outras instituições financeiras, conferindo aos cidadãos maior flexibilidade e acesso a taxas reduzidas.
Desenrola Brasil: governo Lula encerrou o programa, mas não descartou a ideia
Justamente por conta de seu sucesso, o Desenrola Brasil foi encerrado no ano passado e não foi renovado para 2025. E de acordo com o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, ainda não há planos para reativação do programa em um futuro próximo.
Em entrevista ao portal CNN, ele explicou que a melhora no cenário econômico também foi determinante para decretar o fim do Desenrola Brasil. “A gente tinha uma situação vindo da pandemia, de grande crise econômica, com alta inadimplência e a gente tomou essa medida para atacar esse problema. A gente, nesse momento, não vê necessidade de outro programa porque as condições mudaram”, declarou.
O secretário afirmou, no entanto, que a iniciativa não está totalmente descartada e pode ser retomada quando houver necessidade. “Neste momento, não há discussão do governo sobre isso, o que não significa que isso não possa ser feito mais pra frente”, pontuou Marcos durante a conversa.





