Durante uma cerimônia realizada recentemente em Linhares (ES), que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado-geral da União, Jorge Messias anunciou uma iniciativa que visa compensar as sequelas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).
Isso porque um novo programa passará a oferecer um suporte financeiro contínuo para famílias impactadas pelo desastre, que será dividido em 48 parcelas mensais ao longo dos próximos quatro anos, equivalentes ao valor de um salário mínimo (R$ 1.518, atualmente).
Com um investimento de cerca de R$ 3,7 bilhões, o governo federal espera atender milhares de pessoas, e assim reforçar o compromisso com a reparação e assistência social. Entretanto, o presidente Lula deixou claro que este será apenas “o começo da reparação”.
Vale destacar que, além do benefício mensal, a iniciativa ainda prevê indenização individual no valor de R$ 35 mil para pessoas físicas e jurídicas afetadas, e de R$ 95 mil para pescadores e agricultores. Inclusive, de acordo com o portal Seu Crédito Digital, cerca de 300 mil pessoas aderiram ao programa, e 102 mil já começaram a receber os valores.
Benefício visa restaurar a economia local
Levando em conta que o comércio local também enfrentou dificuldades para se recompor após o incidente, que resultou no despejo de mais de 40 milhões de m³ de rejeitos no Rio Doce e afetou mais de 2 milhões de pessoas, o novo programa do governo também visa fortalecer a economia.
Afinal, o pagamento mensal do benefício pode devolver o poder de compra a muitas das famílias afetadas pelo rompimento da barragem, o que consequentemente estimulará o consumo e promoverá o desenvolvimento econômico e social.
Desta forma, o programa possibilita a retomada de pequenos negócios e lavouras, além de reforçar a confiança das comunidades nas políticas de reparação e estimular a cooperação entre governo, mineradoras e sociedade civil.





