Mesmo após diversas tentativas de negociação, declarações recentes de aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evidenciam que um acordo consensual com o Brasil ainda pode estar longe de ser alcançado.
Inclusive, nesta segunda-feira (8), o subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie fez uma suposta ameaça ao Brasil através de uma publicação em seu perfil oficial na rede social X (antigo Twitter).
Em sua postagem, o representante do governo Trump mencionou as celebrações da independência do país sul-americano no domingo (7) e destacou que os EUA seguirão “tomando as medidas cabíveis” contra indivíduos que, segundo ele, foram responsáveis por abusos de autoridade que ameaçaram liberdades essenciais.
Beattie também citou abertamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que também tem sofrido diversas sanções, chegando a ter cartões internacionais cancelados e a permissão para entrar nos EUA revogada.
Governo Trump cita “poder militar” para defender “liberdade de expressão”
Em meio ao clima nada amistoso entre os dois países, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, abordou nesta terça-feira (9), durante coletiva, a possibilidade de novas punições dos EUA contra o Brasil.
Embora não tenha especificado novas medidas, ela afirmou que a administração de Donald Trump não hesita em utilizar o “poder militar” dos EUA para defender a liberdade de expressão globalmente.
“[…] Isso é uma prioridade para a administração e o presidente não tem medo de usar o poder econômico, o poder militar dos Estados Unidos da América para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo” disse Leavitt.
Com isso, registra-se mais uma ameaça do governo norte-americano ao Brasil, assim como uma tentativa de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF.
Vale lembrar que, caso sejam condenados, Bolsonaro e os demais réus no julgamento da tentativa de golpe podem cumprir até 43 anos de prisão, considerando a soma das penas referentes aos cinco crimes imputados ao grupo.





